A Produção Cultural e o Humanismo no Renascimento

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A Produção Cultural no Renascimento

Distinção Social e Mecenato

Nos palácios e nas cortes do Renascimento, fossem de papas, reis, príncipes ou duques, as elites sociais sobressaíam pelo luxo, pelas boas maneiras, pelas aptidões físicas e pelos talentos culturais. Estas deveriam ser as virtudes do chamado homem de corte ou cortesão.

As cortes do Renascimento foram, igualmente, estimulantes para os intelectuais e artistas, que recebiam proteção e encomendas dos soberanos e das elites sociais. Chamada de mecenato, esta prática testemunha o alto apreço pela criação intelectual e artística.

Humanismo

Nos domínios literário e artístico, anunciou-se, na Itália e pela Europa fora, uma verdadeira revolução cultural: contestaram-se os modelos medievais e defendeu-se o regresso à Antiguidade Clássica.

Os intelectuais ou letrados do Renascimento — escritores, moralistas, filósofos, historiadores, pedagogos — são conhecidos pelo nome de humanistas. Apaixonados pelos textos gregos e latinos, procederam à sua recuperação, comentário, divulgação e imitação. Absorvendo os valores antropocêntricos da cultura greco-romana, exaltaram a grandeza do indivíduo e a crença no progresso, que os tempos modernos confirmavam. Tiveram, pois, a chamada consciência da modernidade.

Preocupados com a construção de um mundo melhor, os humanistas não deixaram de criticar os erros do presente, aos quais contrapuseram as utopias.

Arte

A paixão pelos clássicos animou também os artistas. Deles recolheram o gosto:

  • Pela representação da figura humana, que se destaca mesmo nos temas sacros (igreja);
  • Pela perfeição e racionalidade das composições;
  • Pela simplicidade e equilíbrio das linhas arquitetónicas.

Não se limitando aos Antigos, os artistas do Renascimento foram capazes de os ultrapassar:

  • Inventaram a pintura a óleo e praticaram a perspetiva (linear ou aérea);
  • Conceberam cenas pintadas e esculpidas com grande naturalismo (o naturalismo era uma característica da pintura e escultura);
  • Fundiram influências artísticas, criando soluções inovadoras.

A Cultura Portuguesa no Renascimento

Em Portugal, o ambiente cultural da corte régia revelou-se favorável ao surto das letras e das artes. A erudição humanista fez-se sentir no ensino e na produção de notáveis obras literárias.

Quanto à arte, apesar da pujança do Gótico, que se renovou na exuberância do Manuelino, haveria também de registar influências do Classicismo.

Crença na Superioridade do Homem

  • Atitudes socioculturais de cariz individualista (todos têm características que diferem de pessoa para pessoa);
  • Ostentação das elites cortesãs e burguesas: exaltação da vida;
  • Valorização dos prazeres terrenos e da posse de bens culturais (como livros);
  • Promoção da vida cortesã e da civilidade.

Estatuto de Prestígio dos Intelectuais e Artistas

  • Reconhecimento da capacidade criadora do Homem (pessoas a assinar quadros, o que até então não podiam);
  • Prática do Mecenato: patrocínio de obras artísticas e literárias pelas elites, príncipes e papas;
  • Ambiente favorável das cortes régias.

Humanismo (erudição literária e intelectual do Renascimento).

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