Protocolos de Manejo e Restrição em Saúde Mental

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Restrição

Abordagem Terapêutica

A abordagem terapêutica é o ponto de partida e o ponto de chegada ao abordar o paciente. Lembre-se:

  • A comunicação é a principal manobra para resolver o problema;
  • Seja claro e direto;
  • Seja respeitoso e gentil;
  • Use tom de voz adequado;
  • Não faça promessas que não poderá cumprir;
  • Deixe apenas uma pessoa falar.

Fugas e Evasão

Em quadros delirantes, as condutas devem ser:

  • Tranquilizá-lo e trazê-los para os fatos reais;
  • Observar o motivo da fuga;
  • Oferecer apoio e escuta terapêutica;
  • Promover um ambiente acolhedor;
  • Manter vigilância constante, porém discreta;
  • Em caso de fuga, tomar as medidas administrativas cabíveis;
  • Se retornar da fuga, conversar e tentar entender os motivos;
  • Evitar punições.

Agressão e Autoagressividade

Ocorre quando o paciente agride a si mesmo (automutilação).

Heteroagressividade

Ocorre quando o paciente agride demais pacientes, familiares e objetos. Pode ser de natureza verbal, não verbal e física.

Motivos e Sinais de Risco

Motivos: Quadro delirante, tentativa de chamar a atenção (pois não consegue se expressar de outra forma, como na mutilação), irritabilidade, agitação e não aceitação de rotinas.

Sinais de Risco: Punhos e dentes cerrados, movimentação constante, tendência à aproximação, inclinação direta ao interlocutor, aumento no tom de voz e agressão verbal.

Fatores que Aumentam a Probabilidade

Estar abandonado, não ser casado, isolamento social, não ter filhos ou animais, morar sozinho e possuir desestrutura familiar.

Suicídio

Uma pessoa que já tentou o suicídio tem 30% mais de chance de tentar novamente; quanto mais planejado, mais perigoso é o quadro.

Fatores que aumentam a probabilidade: Ter acesso a meios para cometer o ato, morar em zonas urbanas, traços de personalidade, estigmatização dos que buscam ajuda, guerras, desastres, violência, discriminação, doenças e problemas mentais.

Mitos sobre o Suicídio

  • Jovens que falam de suicídio não levam o ato ao fim;
  • Todos os que tentam estão em depressão;
  • Perguntar sobre suicídio faz com que a pessoa se suicide;
  • Uma vez que tentou, a pessoa continua com essa obsessão para sempre.

Cuidados no Risco de Suicídio

  • Conhecer a história e tentativas anteriores;
  • Atentar a indícios de que o paciente pretende se matar;
  • Manter vigilância discreta nos horários críticos;
  • Manter o paciente informado sobre o motivo da vigilância;
  • Oferecer apoio e não estimular discursos negativistas;
  • Manter o paciente próximo a outros pacientes que apresentaram melhora, servindo como reforço positivo.

Restrição Espacial

  1. Deixar pouco espaço para o movimento, avaliar local seguro e estar atento a rotas de fuga, objetos perigosos e janelas;
  2. Ajudar o paciente a perceber o que está acontecendo;
  3. Ir conversando, cercando e conduzindo o paciente a um local adequado e seguro.

Restrição Física

Procedimento de contenção direta do paciente pela equipe.

Restrição Mecânica: Cuidados ao Cliente

  • Usar jogo de, no mínimo, 5 faixas;
  • A cama deve ser baixa e em quarto individual;
  • A área acolchoada da faixa deve tocar a pele e o nó deve ficar para fora;
  • Usar uma faixa por membro;
  • Manter as rodas da cama travadas;
  • Manter o paciente perto do posto de enfermagem, com a porta semiaberta;
  • Não manter fontes de risco próximas ao leito;
  • Diminuir estímulos ambientais;
  • Manter a cabeça levemente levantada;
  • Avaliar perfusão e pulsação nos quatro membros;
  • Palmas das mãos voltadas para cima;
  • Conter primeiro o membro que mais indica ameaça;
  • Manter as pernas afastadas;
  • Um funcionário da enfermagem deve permanecer ao lado do paciente;
  • Manter higiene e hidratação;
  • Realizar anotação de enfermagem a cada meia hora;
  • Conter pelo menor tempo possível;
  • Não prometa o que não pode cumprir.

Cuidados após a Retirada

  • Dar seguimento à atenção, evitando a sensação de abandono;
  • Manter vigília discreta;
  • Manter conduta uniforme entre a equipe e a família;
  • Reforçar a explicação e os motivos da contenção;
  • Estimular o contato empático com o profissional que o conteve;
  • Não utilizar a contenção como forma de ameaça.

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