Protocolos de Segurança e Manipulação de Citostáticos
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Condições Assépticas e Proteção do Pessoal
Para garantir a segurança e a integridade do processo, devem ser seguidas as seguintes diretrizes:
- Câmara de Fluxo Laminar (CFL) Vertical Classe II Tipo B: Deve funcionar 24h por dia para prevenir a recirculação de aerossóis e derrames. Utilize pano absorvente estéril com revestimento plástico, substituindo-o a cada contaminação ou ao final de cada sessão.
- Experiência comprovada em manipulação e cálculo de doses.
- Medicamentos e materiais devem ser introduzidos na câmara apenas após esterilização.
- Utilize contentores especiais para recolha de ampolas e resíduos (seringas, agulhas).
- Equipamentos de perfusão e seringas devem possuir conexões Luer-Lock.
- Verifique a capacidade das seringas para o volume a medir.
- Abertura de ampolas de vidro com gaze estéril.
- Evite pressões positivas ou negativas excessivas nas seringas/ampolas.
- Utilize spikes com filtros de 0,22 µm para evitar aerossóis.
- Purgue o sistema de perfusão dentro da CFL antes da adição do medicamento.
- Identifique e sele o produto final.
- Resíduos devem ser depositados em contentores para material bioperigoso.
- Acidentes: Em caso de contacto com a pele, lave com água e sabão. Em caso de contacto ocular, lave com água abundante por 15 minutos e consulte um médico.
Sistema de Dispensação em Dose Unitária
- Embalagem unitária e individualizada contendo: Nome e apelido, número de história clínica, localização, serviço, princípio ativo, dose, veículo e volume, data e hora, via de administração, condições de conservação e prazo de validade.
Protocolos Normalizados de Tratamento (PNT) com Citostáticos
- Atualização: Revisão anual obrigatória com comunicação a todos os envolvidos.
- Prevenção de Erros: Foco na formação contínua e informação sobre novos fármacos.
- Dupla-Validação: Cálculo independente por diferentes profissionais e verificação de limites de dose.
- Padronização: Inclusão de peso/superfície corporal, proibição de abreviaturas, especificação de datas e elaboração de folhas de trabalho.
- Educação do Doente: Informação sobre o medicamento, dose e gestão de efeitos adversos.
- Comunicação fluida entre a equipa.
Controlo de Qualidade
A validação da câmara deve ser anual ou sempre que houver mudança de localização:
- Eficiência do filtro HEPA e horas de trabalho.
- Contagem de partículas não visíveis.
- Medidas anemométricas.
- Intensidade luminosa e nível de ruído.
- Teste de fumo (verificação da barreira de pressão e fugas).
- Revisão elétrica.
Controlo Ambiental
Avaliação semestral (3-6 meses) do conteúdo microbiano:
- Teste de simulação de processo com meio de cultura microbiológico líquido.
- Utilização de substâncias quantificáveis (ex: fluoresceína) para análise de contaminação em luvas e superfícies.