Psicologia: Agressão, Percepção, Memória e Mente

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Teorias da Agressão

Existem três teorias gerais para a agressão. As perspectivas estudadas sobre a origem da agressividade dividem-se entre a concepção de que é um mecanismo inato (componente biológica) e a visão de que é resultado da aprendizagem social. Freud, Lorenz e Dollard defendem a origem inata, enquanto Bandura valida os factores do contexto social.

Perspectivas Inatistas

  • Freud: A vida psíquica é orientada por pulsões de vida (Eros) e de morte (Thánatos). A agressividade, de origem biológica, explica-se pelas pulsões de morte, sendo uma disposição instintiva e autónoma.
  • Lorenz: A agressão é programada geneticamente como uma questão de sobrevivência. O ser humano, contudo, carece de mecanismos reguladores eficazes para a controlar.
  • John Dollard e Neil Miller: Propuseram a hipótese frustração-agressão, sugerindo uma ligação inata entre o estímulo (frustração) e o comportamento agressivo.

Aprendizagem Social

Bandura defende que a agressão resulta da aprendizagem social, através da observação e imitação de modelos. Experiências com crianças demonstraram que a exposição a comportamentos agressivos aumenta a probabilidade de imitação e a criação de novas formas de agressão.

Estereótipo, Preconceito e Discriminação

Os estereótipos são crenças simplificadas sobre grupos, funcionando como esquemas cognitivos. O preconceito é uma atitude baseada no estereótipo, com componentes cognitiva, afectiva e comportamental. A discriminação é o comportamento dirigido aos visados pelo preconceito, podendo causar graves danos à autoestima dos grupos afectados.

A Constância Perceptiva

A percepção é uma construção mental. A constância perceptiva permite-nos interpretar o mundo de forma estável através de três componentes:

  • Tamanho: Percebemos o tamanho real independentemente da distância.
  • Forma: Reconhecemos objectos apesar das mudanças no ângulo de visão.
  • Brilho e Cor: Mantemos a percepção constante das cores e brilhos sob diferentes condições de luz.

Memória: Declarativa e Não Declarativa

A memória de longo prazo divide-se em:

  • Memória não declarativa (implícita): Automática, focada no "como fazer" (ex: andar de bicicleta).
  • Memória declarativa (explícita): Envolve consciência do passado e factos. Divide-se em episódica (experiências pessoais) e semântica (conhecimento geral).

A Mente: Processos e Esquecimento

A mente humana integra processos cognitivos (saber), emotivos (sentir) e conativos (fazer). A memória é selectiva e o esquecimento é uma função adaptativa essencial, permitindo descartar informação inútil e evitar a sobrecarga cognitiva.

Notas Complementares

  • Atração interpessoal: Revela-se na avaliação cognitiva de terceiros.
  • Tipos de agressão: Aberta (não controlada), deslocada (alvo inocente) e dissimulada (não expressa abertamente).

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