Psicologia Social e Neoliberalismo: Desafios e Atuação
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Neoliberalismo: Justificar e Legitimar
- Desmantelamento da Seguridade Social: Desresponsabilização do Estado na intervenção social.
- Desoneração do Capital: Fim da responsabilidade de financiar respostas à questão social por meio de políticas estatais.
- Despolitização dos Conflitos: Dissipação e pulverização das lutas, convertendo-as em “parcerias com o Estado”.
- Cultura do Possibilismo: Criação e promoção de uma visão limitada de realidade.
- Trivialização da Questão Social: Conversão de responsabilidades coletivas em problemas individuais.
5 Desafios para a Psicologia Social no Terceiro Setor
- Como recuperar redes de convivência mais humanas?
- Como resgatar a construção de projetos de vida comunitária no cotidiano?
- Como criar projetos que formem e eduquem dentro das políticas públicas?
- Como garantir transformação social global em um cenário de parcialização da realidade?
Três Possibilidades de Atuação do Psicólogo
- Assistencialista: Relação paternalista e distanciada, que não favorece o processo de análise e incentiva a dependência.
- Tecnicista: Relação hierárquica entre o saber profissional e os saberes locais.
- Comunitário-Libertadora: Baseada na construção compartilhada de conhecimentos, de maneira dialógica e colaborativa.
Inserção e Intervenção do Pesquisador na Comunidade
- Militância e participação política: Colaboração para a organização dos setores oprimidos.
- Filantropia: Prática baseada na caridade.
- Curiosidade científica: Inserção guiada pelo estudo de populações desfavorecidas.
- Mudança social: Compromisso com a transformação das condições de vida.
Os Dois Polos da Inserção na Comunidade
De um lado, o psicólogo: Com sua formação, conhecimentos, instrumentais técnicos e visão de mundo (a priori).
Do outro, a comunidade: Com sua dinâmica própria, inserida em um contexto sócio-político-geográfico, que resiste e enfrenta o cenário ideológico dominante (a posteriori).
Níveis de Ação da Política Nacional de Assistência Social
- CRAS (Proteção Social Básica): Nível preventivo. Atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social, visando o fortalecimento de vínculos e o desenvolvimento de potencialidades.
- CREAS (Proteção Social Especial): Atendimento a pessoas em situação de risco pessoal e social (abandono, maus-tratos, abuso, uso de substâncias, medidas socioeducativas, situação de rua ou trabalho infantil).