A Queda do Bloco Soviético e a Nova Ordem Mundial

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A Era Gorbatchev e a Crise Soviética

Mikhail Gorbatchev foi eleito secretário-geral do Partido Comunista com o objetivo de melhorar o nível de vida da população. Iniciou uma política de diálogo e aproximação ao Ocidente, propondo o desarmamento aos americanos para criar um clima estável que permitisse à URSS utilizar recursos na reestruturação interna. Contudo, o nível de vida da população baixava, o atraso económico e tecnológico crescia e o país enfrentava dificuldades em suportar os pesados encargos.

Para ganhar apoio popular, implementou a Perestroika, propondo a descentralização da economia e a gestão autónoma das empresas, além de incentivar a formação de um setor privado para combater a escassez de bens de consumo. Paralelamente, a Glasnost apelava à denúncia da corrupção, à crítica e à participação efetiva dos cidadãos na vida política, culminando em março numa abertura democrática com as primeiras eleições pluralistas e livres da União Soviética.

O Colapso do Bloco Soviético

A contestação ao regime imposto por Moscovo alastrou e endureceu. Ao contrário do passado, a linha dura dos partidos comunistas europeus não contou com o apoio dos militares russos para normalizar a situação. Gorbatchev passou a ver as democracias populares como um fardo, permitindo que os países satélites escolhessem o seu regime político. Em 1989, uma vaga democratizadora varreu o Leste, a "Cortina de Ferro" levantou-se, as fronteiras com o Ocidente abriram-se e o Muro de Berlim caiu. Seguiu-se a reunificação da Alemanha, o fim do Pacto de Varsóvia e a dissolução do COMECON.

Polos de Desenvolvimento Económico e a Hegemonia dos EUA

A riqueza e a capacidade tecnológica concentraram-se em três polos: EUA, União Europeia e a zona da Ásia-Pacífico. Sobre este poder económico sobrepõe-se a hegemonia político-militar dos EUA.

A Hegemonia e Prosperidade dos EUA

Com um PNB superior a 12 biliões de dólares, os EUA consolidaram-se como a primeira potência económica mundial. A filosofia de "livre empresa" permanece central, com o Estado a assegurar condições de competitividade: carga fiscal ligeira, encargos sociais reduzidos e flexibilidade laboral. O país vive de uma densa rede de pequenas empresas que, na viragem do século, proporcionaram a maioria dos postos de trabalho. Como eixo da economia mundial, os seus ciclos de recessão ou prosperidade repercutem-se globalmente.

Setores de Atividade e Laços Comerciais

A economia americana é dominada pelo setor terciário, sendo o maior exportador de serviços (seguros, cinema, música). A agricultura e a pecuária possuem elevadíssima produtividade, enquanto a indústria passou por uma profunda reconversão. Sob a administração de Bill Clinton, os EUA estimularam relações com o Sudeste Asiático (revitalizando a APEC) e impulsionaram a criação da NAFTA para a livre circulação de capitais e mercadorias entre EUA, Canadá e México.

Dinamismo Científico e Hegemonia Militar

Os EUA são a nação que mais investe em investigação científica, apoiada por "tecnopolos" que associam universidades prestigiadas. Após a Guerra Fria, o país defendeu uma "nova ordem mundial", intervindo em conflitos como a invasão do Kuwait. O poder americano afirmou-se pelo gigantismo económico, pelo investimento no complexo industrial-militar e pela imposição de sanções económicas e reforço da OTAN.

A Consolidação da União Europeia

O Tratado de Roma visava a livre circulação de mercadorias, mas foi com o Ato Único Europeu e o impulso de Jacques Delors que se avançou para o mercado único (pessoas, capitais e serviços). O Tratado da União Europeia (Maastricht) estabeleceu três pilares: o comunitário (económico), a política externa e segurança comum, e a cooperação na justiça. A 1 de janeiro de 1999, a adoção do Euro completou a integração económica, embora a Europa enfrentasse desafios como o desemprego e o envelhecimento demográfico.

Evolução e Alargamento

Após a adesão da Grécia (1981) e dos países ibéricos (1986), a CEE enfrentou o desafio de integrar economias mais atrasadas, canalizando verbas para o seu desenvolvimento. Posteriormente, a candidatura de países como Áustria, Finlândia e Suécia, e a abertura aos países de Leste, levaram à definição dos Critérios de Copenhaga: instituições democráticas, respeito pelos direitos humanos, economia de mercado viável e aceitação do acervo comunitário.

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