Questões Fundamentais de Bioquímica Metabólica

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1) Compare a biossíntese e a degradação de ácidos graxos

  • a. Situações metabólicas e hormônios: Biossíntese: saciedade (insulina); Degradação: fome (glucagon e adrenalina).
  • b. Local celular: Biossíntese: citosol; Degradação: mitocôndria.
  • c. Reações e enzimas: Biossíntese: condensação, descarboxilação, hidrogenação e desidratação; Degradação: desidrogenação, tiólise e hidratação.
  • d. Poder redutor: Biossíntese: NADPH; Degradação: NADH e FADH₂.
  • e. Unidade básica: Biossíntese: Malonil-CoA; Degradação: Acetil-CoA.
  • f. Pontos de controle: Biossíntese: Acetil-CoA carboxilase; Degradação: CAT 1.

2) Produção e utilização de corpos cetônicos

  • a. O que são: Moléculas formadas durante a beta-oxidação hepática via Acetil-CoA, servindo para transportar Acetil-CoA aos tecidos extra-hepáticos.
  • b. Importância metabólica: Durante o jejum, são a principal fonte de Acetil-CoA para tecidos extra-hepáticos, mantendo o metabolismo oxidativo.
  • c. Por que o fígado não os utiliza: O fígado não possui as enzimas específicas para clivar os corpos cetônicos de volta em Acetil-CoA.
  • d. Abundância no diabetes: Com a deficiência de insulina, a gliconeogênese e a oxidação de ácidos graxos são aceleradas, gerando corpos cetônicos acima da capacidade de oxidação dos tecidos.

3) Dieta hiperproteica e concentração de ureia

A formação de ureia está ligada ao metabolismo dos aminoácidos (AA). Em dietas hiperproteicas ou jejum prolongado, o excesso de proteínas é degradado, gerando amônia. As transaminases transferem os grupamentos amina para compostos que os transportam até a mitocôndria do hepatócito, onde a amônia servirá de substrato para o ciclo da ureia.

4) Receptores hormonais e sinalização

  • a. Características: Proteínas localizadas na membrana plasmática ou no interior da célula, altamente específicas e com alta afinidade pelo hormônio.
  • b. Mensageiros: O mensageiro primário leva o sinal à célula; o secundário é ativado em cascatas que amplificam o sinal intracelular.
  • c. Especificidade tecidual: Um hormônio só atua em células que possuem o receptor específico para ele.

5) Via gliconeogênica

  • a. Substratos: Oxalacetato, piruvato, lactato e intermediários do ciclo de Krebs. Geralmente, qualquer substrato que origine um intermediário da via glicolítica.
  • b. Inibição da piruvato quinase: O glucagon inibe a piruvato quinase via PKA para interromper a glicólise durante o jejum, favorecendo a gliconeogênese.
  • c. Papel da PFK-2/F-2,6-BPase: Regula os níveis de frutose-2,6-bisfosfato, molécula que controla a conversão entre frutose-6-fosfato e frutose-1,6-bisfosfato.

6) Via das pentoses

Oxidativa: Produz NADPH e ribulose-5-fosfato. Não oxidativa: Produz ribose-5-fosfato e xilulose-5-fosfato. Importância: fornecimento de poder redutor e auxílio na neutralização de radicais livres.

7) Código genético degenerado

Significa que existem diferentes códons (trincas) que codificam um mesmo aminoácido.

8) Diferença entre glicocorticoides, insulina e glucagon

Glicocorticoides possuem receptores intracelulares, enquanto insulina e glucagon possuem receptores na superfície celular.

9) Corpos cetônicos: definição e função

São três substâncias solúveis em água derivadas da quebra de ácidos graxos no fígado. São fontes vitais de energia para o coração, cérebro e músculos, especialmente durante jejuns prolongados.

10) Dieta hiperproteica e ureia

A ingestão excessiva de proteínas gera um excedente de amônia (tóxica) durante a degradação dos aminoácidos, que é convertida em ureia pelo fígado.

11) Regulação da gliconeogênese

Regulada por insulina e glucagon. A insulina estimula o armazenamento de combustível, enquanto o glucagon estimula a liberação de reservas e a conversão de lactato, aminoácidos e glicerol em glicose.

12) Ação da fosfofrutoquinase-2

Regula a conversão de frutose-6-fosfato em frutose-1,6-bisfosfato através do controle dos níveis de frutose-2,6-bisfosfato.

13) Funcionamento dos reguladores hormonais

Funcionam através da ligação a receptores específicos que desencadeiam cascatas de sinalização, ativando ou inibindo enzimas-chave de vias metabólicas opostas simultaneamente.

14) Por que o fígado não utiliza corpos cetônicos?

Porque o fígado não possui as enzimas necessárias para converter corpos cetônicos de volta em Acetil-CoA.

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