Racionalismo Econômico e o Equilíbrio de Mercado
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Cabe a este grupo de agentes económicos a tomada de decisões relacionadas com a aceitação de poupanças dos aforradores e a posterior concessão dos capitais sob a forma de empréstimos. A maximização do lucro, no caso da firma, e da utilidade, no caso do consumidor, é possível porque todos os indivíduos têm acesso a todas as informações necessárias, a partir das quais modelam suas preferências ordenadas — diante do racionalismo econômico — transitivas e que escolhem o curso de ação mais favorável para a maximização da utilidade. Essas informações são fornecidas pelo mercado através de uma rede de comunicações: o sistema de preços. Do ponto de vista da sociedade como um todo, os preços são sinais através dos quais as informações sobre escassez são transmitidas entre os agentes. Dessa forma, a maximização do lucro da firma, análoga à maximização de utilidade do consumidor, permite o desenvolvimento de critérios normativos para a formulação de políticas empresariais e a firma passa a ser analisada como uma unidade, cujo único comportamento plausível é a maximização do lucro.
O preço que deve vigorar é o preço de equilíbrio, ou seja, aquele que se ajusta de forma a equilibrar oferta e demanda. É o preço em que a quantidade de produtos que os compradores estão dispostos a pagar representa a mesma quantidade que os produtores desejam vender. Porque, dessa forma, tanto o consumidor quanto o vendedor saem em vantagem: o primeiro adquire o que precisa pelo valor que ele pode pagar e o segundo vende pelo preço que precisa. Com o preço de equilíbrio não ocorrem situações de:
- Escassez: oferta menor que a demanda (ruim para o consumidor, alguns ficam sem);
- Excedente: oferta maior que a demanda (ruim para o vendedor que fica sem vender alguns produtos).
O princípio da mão invisível afirma que a Economia se regula de forma automática, como se houvesse uma mão invisível por trás de tudo, fazendo com que os preços dos produtos sejam ditados pelo próprio mercado, conforme sua necessidade. O “princípio da Mão Invisível” leva a mercados mais eficientes, ou seja, para um ponto em que os benefícios para os compradores e para os vendedores são maximizados, equilibrando a oferta e a demanda na economia. Ou seja, as próprias famílias e empresas acabam chegando a um preço que melhor as beneficie de acordo com suas condições e sua capacidade de tomar decisões. O elemento-chave para que ela funcione é que o mercado seja descentralizado e livre, ou seja, sem ação do governo. Porque, por exemplo, os impostos criados pelo governo distorcem os preços e, portanto, as decisões de famílias e empresas; o governo acaba limitando a capacidade de tomar decisões das famílias e das empresas.
A eficiência é a propriedade da alocação de um recurso em maximizar o excedente total recebido por todos os membros da sociedade, ou seja, a eficiência ocorre quando os benefícios totais tanto para compradores quanto para vendedores são maximizados:
- À esquerda: o preço para os compradores é maior do que o valor que os vendedores gastam para produzir seu produto; logo, vale a pena para o vendedor e é ruim para o comprador, pois o vendedor vai ganhar mais do que perder.
- À direita: o preço para os compradores é menor do que o valor que os vendedores gastam para produzir seu produto; logo, vale a pena para o comprador, mas não para o vendedor.
Dessa forma, a eficiência é encontrada quando essas duas retas se aproximam do ponto de equilíbrio pela esquerda.