A Realidade Social da Pessoa com Deficiência Hoje

Enviado por Koshigawa e classificado em Psicologia e Sociologia

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O Preconceito e a Discriminação

A discriminação da pessoa com deficiência oculta a real urgência desses indivíduos, o que contribui para a conservação dos preconceitos existentes em relação a essa população.

O preconceito é uma atitude negativa que a comunidade estabelece em direção àqueles indivíduos que considera imperfeitos, diferentes, estranhos, desconhecidos ou inaptos.

De acordo com Fávero (2004), uma experiência de combate ao descaso, ao preconceito e à discriminação diária sofrida pelas pessoas com deficiência foi a criação do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A partir de 1982, no dia 21 de setembro, celebra-se esta data, que tem como um dos seus principais objetivos apresentar a relevância da luta de todos os portadores de deficiência, seja física, mental ou sensorial (cegos, surdos e mudos).

Os direitos reivindicados são fundamentais: ir e vir pelas ruas das cidades, frequentar lugares públicos sem a obrigação de entrar pela porta dos fundos ou assistir a espetáculos na última fileira por não possuir espaço acessível a uma cadeira de rodas. Seriam reivindicações simples se houvesse, por parte das empresas e do poder público, uma atenção especial ao que é essencial para que as pessoas com deficiência possam viver com dignidade.

As pessoas que discriminam ignoram o fato de que as deficiências apontadas nos outros são as mesmas que carregam consigo. Analisando por outra dimensão, os preconceituosos podem não ter uma deficiência visível, mas certamente possuem deficiência de caráter, ética e moral, o que os torna igualmente deficientes.

Quem discrimina coloca-se em um plano elevado em relação aos outros, desconhecendo ou fingindo desconhecer que todos somos aptos a exercitar alguma função ou atividade.

Essas atitudes acabam, de certa forma, impulsionando o desenvolvimento da pessoa com deficiência, pois a discriminação motiva muitos a provarem que são capazes de realizar as mesmas atividades que os preconceituosos. Os deficientes físicos, por exemplo, podem ter sua habilidade motora prejudicada, mas não perdem a capacidade de raciocínio e inteligência.

As práticas discriminatórias são combatidas pela composição de normas que as coíbem, punindo-as civil ou criminalmente (modelo repressivo), ou por meio de ações afirmativas que, além de interditar a prática discriminatória, protegem os indivíduos discriminados a fim de mitigar os efeitos da exclusão.

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