O Realismo e o Naturalismo na Literatura

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O Realismo: Pensamento e Cultura

O Realismo começou a dominar a arte, influenciado pelo positivismo filosófico. Para o positivismo, a realidade resume-se aos fatos percebidos através do estudo empírico. Durante a segunda metade do século, o movimento também recebeu grande influência do marxismo.

Principais características da literatura realista:

  • Observação e descrição precisa: Realidade sóbria e próxima ao estilo cotidiano.
  • Crítica social e política: Foco em fatos sociais, rejeitando a retórica romântica.
  • Clareza e precisão: Preferência pelo gênero romance.

Características do romance realista:

  • Probabilidade: Histórias baseadas em experiências cotidianas.
  • Protagonistas: Indivíduos relacionados ao ambiente social, oferecendo uma visão da sociedade contemporânea.
  • Narrador onisciente: O narrador gerencia a história, conhecendo os pensamentos e o destino dos personagens.
  • Didática: Autores buscam transmitir uma lição moral ou social.
  • Estrutura: Fatos narrados de forma linear com linguagem coloquial e descrições detalhadas.

O Naturalismo

O Naturalismo é um movimento literário impulsionado por Émile Zola, que afirma que a literatura deve ser uma ciência cujo objeto de estudo é o ambiente social. A literatura analisa cientificamente o comportamento humano, partindo da ideia de que o homem é determinado biológica e socialmente.

A Poesia

A poesia moralista celebra a família e os valores religiosos, dividindo-se em três tendências:

  • Poesia anti-retórica e realista: Utiliza linguagem próxima à prosa para expressar novas ideias. Figura principal: Ramón de Campoamor.
  • Poesia realista de preocupação cívica: Focada na construção formal. Representante principal: Gaspar Núñez de Arce.
  • Poesia pós-romântica intimista: Busca superar a retórica romântica através da simplificação formal. Figuras centrais: Gustavo Adolfo Bécquer e Rosalía de Castro.

A Prosa

A maioria dos prosadores estava envolvida com o jornalismo. Com o sucesso do romance realista, o jornalismo foi substituído pela narrativa. Entre os autores espanhóis, destacam-se dois grupos ideológicos: conservadores (tradicionalistas) e liberais (progressistas). Essa oposição manifesta-se na dicotomia entre cidade e campo, dando origem aos romances de tese, onde os narradores defendem suas ideologias.

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