Reforma Sanitarista, Modelos de Saúde e Epidemiologia

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Reforma Sanitarista e Modelos Assistenciais

As 3 vertentes:

  • 1. Saúde é muito mais que ausência de doença;
  • 2. Melhores condições de trabalho e de vida;
  • 3. Docência e pesquisa nas universidades.

Propostas:

  • 1. Saúde é direito de todos;
  • 2. Ações de saúde integradas ao SUS;
  • 3. Integrações curativas e preventivas;
  • 4. Descentralização da gestão;
  • 5. Controle social.

Modelo Assistencial Hegemônico

Privatista: Utiliza demanda espontânea e possui predomínio curativista.

Sanitarista: Uso de campanhas (vacinação, combate a epidemias) e de programas especiais (saúde da criança, da mulher, mental, DST).

Modelo Assistencial Alternativo

Reorganização da demanda espontânea e uso da oferta organizada (busca de saúde e resolução de problemas por meio de estudos e pesquisas epidemiológicas).

Unidade Básica de Saúde (UBS)

O foco deixa de ser individual e passa a ser coletivo. Objetivo: Atender à demanda universal de forma justa e integral; resolutividade superior a 80%; acompanhamento de doentes. Estrutura: Planejada com atendimento, sala de imunização, sala de reunião, sala de espera, expurgo, esterilização, consultório médico, etc.

Atenção Básica de Saúde

Conjunto de ações de caráter individual e coletivo buscando promoção, prevenção da saúde e de agravos, tratamentos e reabilitação. É o 1º nível de atenção do SUS. A UBS e a USF reorientam o modelo assistencial de saúde, mudando a dinâmica e atuação dos serviços de saúde e a população.

Comparativo de Atuação:

  • Antes: Centrava na doença; custo/benefício desvantajoso; baixa capacidade de resolver problemas; desvinculação da comunidade; indivíduo como objetivo da ação.
  • Depois: Centra na saúde; custo/benefício otimizado; otimização dos problemas; vinculado à comunidade; indivíduo como sujeito da ação.

Unidade de Saúde da Família (USF) e Programas

USF: Busca ser resolutiva e promover hábitos de saúde, alimentação saudável, esporte e autocuidado.

Programa de Saúde da Família (PSF): Equipe multiprofissional para atender às demandas com assistência integral, contínua e de qualidade.

Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF): Profissionais de várias áreas que promovem a saúde buscando resolubilidade, integridade e saúde da sociedade.

  • NASF 1: 5 ou mais profissionais (acupunturista, educador físico, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo).
  • NASF 2: 3 ou mais profissionais (farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo).

Epidemiologia

É a ciência que estuda a evolução das doenças em grandes grupos populacionais ou na coletividade.

Objetivo: Propor estratégias que melhorem o nível de saúde das pessoas da comunidade. Aplica-se a qualquer evento relacionado com a saúde e não especificamente a doenças.

Objetivos Específicos:

  1. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas.
  2. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades.
  3. Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades.

Ações: É o eixo da saúde pública sustentado em três pilares: ciências biológicas (clínica), ciências sociais (medicina social) e estatística (considerada como ciência privilegiada da informação em saúde).

Distribuição: É entendida como o estudo da variabilidade da frequência das doenças de ocorrência em massa, considerando variáveis ambientais e populacionais ligadas ao tempo e ao espaço.

1º passo em um estudo epidemiológico: Analisar o padrão de ocorrência segundo 3 vertentes da Epidemiologia Descritiva: pessoas, tempo e espaço.

Estrutura Epidemiológica: É a alteração no padrão de ocorrência das doenças ao longo do tempo, resultante da interação entre: meio ambiente, hospedeiro e agente causador (patógeno).

Busca de Explicações: Identificação de causas ou fatores de risco para a ocorrência de doenças.

Estudos da Situação da Saúde: Identificar quais doenças ocorrem com maior frequência.

Avaliação de Tecnologias, Programas ou Serviços: Verificar se houve redução dos casos de doença ou agravo após a introdução de um programa.

Vigilância Epidemiológica: Determinar que informações coletar e observar, e quais atitudes tomar para prevenir, controlar ou erradicar a doença.

Diagnóstico de Saúde

Alguns instrumentos podem ser usados na elaboração de diagnósticos de saúde. Os dados devem ser fidedignos e completos para gerar informação. Podem ser registrados de forma:

  • Contínua: Casos de óbitos, nascimentos, doenças de notificação obrigatória.
  • Periódica: Recenseamento da população.
  • Ocasional: Pesquisas realizadas com fins específicos (ex: prevalência da hipertensão arterial ou diabetes em uma comunidade em um determinado momento).

Fatores de Risco e Saúde Pública

Fator de Risco Determinante: É um atributo ou circunstância do ambiente ou característica do indivíduo, herdada ou adquirida, associada à maior probabilidade deste mesmo indivíduo apresentar, no futuro, um dano à saúde.

Causa: Multiplicidade de condições propícias que, reunidas em configurações determinadas, favorecem a ocorrência de determinado acontecimento.

Quando um problema é de Saúde Pública? Deve ser incluído em uma ou mais das seguintes situações:

  1. Causa frequente de morbidade e mortalidade.
  2. Existência de métodos eficientes e aplicáveis para prevenção e controle.
  3. Quando os métodos para solução não estiverem sendo empregados.
  4. Ocorrer a persistência do agravo além do esperado ao ser objeto de campanha para controle e/ou erradicação.

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