A Relação Terapêutica na Abordagem Comportamental
Classificado em Psicologia e Sociologia
Escrito em em
português com um tamanho de 2,42 KB
Na abordagem comportamental, a relação terapêutica é caracterizada por um vínculo específico entre duas pessoas. Para Skinner, trata-se de uma escuta de mão única, na qual o papel do terapeuta deve, primeiramente, assegurar um rigor ético, mantido por um compromisso de sigilo total.
Essa relação deve ser conduzida e regulada através de uma agência de controle, estabelecendo regras como dia, hora e local, e amparada pelo acolhimento do terapeuta, que deverá atuar sob a premissa de analisar e escutar sem julgamentos ou preconceitos.
Dinâmica e Reforçamento na Terapia
A relação deve ser reforçadora para ambos os lados, inclusive através do reforçamento negativo. A terapia deve ser minimamente reforçadora para o paciente e para o terapeuta. Para o terapeuta, as variáveis que controlam seu comportamento são:
- Sucesso;
- Realização;
- Dinheiro.
No relato apresentado por Theo, anos de profissão e o posicionamento de Julia o deixaram confuso quanto a essa satisfação. Nesse momento, o terapeuta deve saber reconhecer o que é um problema seu e o que é do paciente, utilizando a supervisão como auxílio.
O Papel do Paciente e a Busca por Alívio
Com relação ao paciente, devemos entender suas variáveis. Julia descreve que procurou a terapia a pedido do namorado, sem uma urgência pontual. Contudo, sabemos que um cliente busca ajuda por vivenciar algo aversivo, pouco prazer ou falta de habilidades sociais. Ao despejar essas questões ao terapeuta, busca uma sensação de alívio, esperando sair da sessão melhor, o que atua como um reforçador para o seu retorno.
Autonomia e Mudança Comportamental
Como o terapeuta pode auxiliar nessa busca por alívio? Ajudando o paciente a descrever o que faz e quais são as consequências de suas ações. O comportamento é controlado e, quanto mais se conhece esses controles, maior a autonomia para modificá-los ou aceitá-los.
Skinner aponta que, na terapia, devemos ajudar o paciente a:
- Quebrar o repertório atual;
- Reordenar comportamentos;
- Incluir novos repertórios.
Nesse trabalho, o terapeuta descreve, junto com a pessoa, o presente e o passado, pois o que se faz hoje é fruto da sua história ontogenética. Mudar o presente dependerá das variáveis que controlam esse comportamento.