René Descartes: Vida, Obra e o Contexto do Racionalismo
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René Descartes estudou no Colégio de La Flèche, gerido pela Ordem dos Jesuítas. Lá, teve contato com a filosofia estoica, aristotélica e escolástica, bem como com a matemática. Ele se formou em Direito. A Rainha Cristina da Suécia desejava ter aulas de filosofia; Descartes foi ao seu encontro, mas não pôde suportar o frio do inverno do norte, ficou doente com pneumonia e morreu. Ele compartilhava as ideias de Galileu, que foram condenadas pela Igreja.
Ele foi o pensador que inaugurou a modernidade; era também um matemático de referência (introduziu a álgebra) e um cientista com paixão pela medicina. Entre suas obras, destacam-se o Discurso do Método e as Meditações Metafísicas.
O contexto histórico-cultural do século XVII é o século do Barroco, marcado por um momento de crise, pessimismo e movimento de transitoriedade. A economia ainda era baseada na agricultura, sucedida por fomes e epidemias. A expectativa de vida estava entre 25 e 30 anos. Esse período consolidou o Estado moderno, independente e soberano. O conflito principal, a este respeito, foi a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) entre estados católicos e protestantes da Alemanha.
A Igreja perdeu a confiança de seus fiéis. Houve o declínio das universidades, e a vida intelectual limitou-se ao âmbito dos salões e academias. O advento da imprensa abriu novos horizontes culturais. Também surgiram novas técnicas e instrumentos de navegação no contexto filosófico de Descartes.
Ele é considerado o fundador do Racionalismo e, portanto, da filosofia moderna ou da modernidade. O racionalismo tende a opor-se ao empirismo. Ambas as vertentes emergiram no século XVII: a primeira na Europa continental e a segunda nas Ilhas Britânicas. Talvez a melhor maneira de entender a oposição entre esses dois movimentos filosóficos seja observar como abordam a questão da origem do conhecimento:
- Empirismo: sustenta que todo o nosso conhecimento vem dos sentidos.
- Racionalismo: argumenta que o verdadeiro conhecimento vem da nossa razão, partindo de ideias inatas.
Outra característica dos filósofos racionalistas é que seu Deus é a garantia última de se conhecer a verdade.