Renovação e Reconceituação do Serviço Social no Brasil
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Resgate Histórico do Brasil
- Governo JK (1956-1961): Indústria de base; acirramento das expressões da questão social (êxodo rural, migração desordenada para o Sudeste, desvalorização do poder de compra dos assalariados); insatisfação social.
- Governo Jânio Quadros e João Goulart: Populismo e medidas contraditórias; renúncia; agitação política e social; proposição de reformas; deposição.
Crítica ao Serviço Social Tradicional
- Assepsia político-partidária;
- Prática paliativa e psicossocial (disfunção indivíduo e sociedade) focada na personalidade;
- Não dispunha de uma literatura específica;
- Metodologia: Caso, grupo e comunidade;
- Execução de programas e projetos;
- Não há intenção de ir contra a ordem instituída;
- Burocratizado e sob perspectivas importadas;
- Participação periférica da população.
O Processo de Renovação da Profissão no Brasil
- Insatisfação com o modelo tradicional do Serviço Social;
- Aprofundamento da laicização da profissão;
- Demandas do período desenvolvimentista se apresentam como desafio à profissão;
- Motivos intrínsecos e extrínsecos;
- Equipes multidisciplinares;
- Requer a ultrapassagem de seu caráter apenas executivo;
- Ala crítica da Igreja Católica que se aproxima da profissão;
- Postura profissional que ultrapasse o caso e o grupo;
- Exaltação do trabalho com comunidade;
- Há elevação de uma postura profissional que ultrapasse o caso e o grupo, e exaltação do questionamento quanto à intervenção tradicional;
- O Serviço Social busca maior sustentação teórica;
- Polarização de projetos de profissão: mudancista e conservadora;
- Absorção pelo Estado;
- Objeto de intervenção: Disfunção do indivíduo ao meio;
- Objetivo: Interação social do indivíduo;
- Mudancista;
- Conscientização política;
- Análise crítica junto à sociedade;
- Novo tom para o desenvolvimento de comunidade;
- Engajamento em movimentos sociais.
O Processo de Renovação da Profissão na América Latina
- A crise do Serviço Social tradicional é uma crise geral da profissão;
- A sociedade em um turbilhão de mudanças;
- Movimento e questionamento sobre o agir profissional e o agir do Estado;
- Há uma maior organização da classe trabalhadora ligada a bandeiras específicas;
- Aspectos que levam a um questionamento da profissão:
- Necessidade de uma revisão de sua teoria;
- Deslocamento ideopolítico de instituições que se aproximam do Serviço Social;
- Presença do movimento estudantil que alcança o Serviço Social;
- Busca de superação do subdesenvolvimento;
- Um tom mais crítico.
O Movimento de Reconceituação do Serviço Social
Movimento de Reconceituação na América Latina (maio de 1965). Um processo de renovação, questionamento e revisão generalizado. Busca de alternativas científicas voltadas à realidade da América Latina e sua condição de dependente.
"Reduzindo a suas expressões mais simples, o processo de reconceituação é a tentativa de superar o serviço social tradicional, típico transplante ideológico de origem norte-americana." (Netto, 1975)
Crítica ao Serviço Social Tradicional no Movimento de Reconceituação
- Modelos de intervenção não se ajustavam à realidade;
- Trabalho dá suporte à realidade social, sem preocupação de transformação;
- Conhecimento empírico do profissional;
- Formação deficiente;
- Ênfase a três grandes métodos de trabalho não vinculando-os entre si.
Diferenciações no Movimento de Reconceituação
No Brasil, ocorre em um momento de golpe militar. Extremo controle e tecnificação do ensino brasileiro. Cerco às manifestações populares e ideologias contrárias à autocracia. O Serviço Social brasileiro foca em metodologia, operacionalização e técnicas.
O Movimento de Reconceituação no Brasil: Três Momentos
- Na segunda metade dos anos 60;
- Dez anos após o primeiro;
- Com incidência na abertura dos anos 80.
Perspectivas do Movimento de Reconceituação no Brasil
- Perspectiva Modernizadora;
- Perspectiva de Reatualização do Conservadorismo:
- Retoma características do Serviço Social tradicional;
- Assenta-se em uma base teórica que se reclama nova;
- Afastamento da autocracia;
- Volta-se à subjetividade psicologizante.