Reparo Tecidual e Processo Neoplásico: Cicatrização e Câncer

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Reparo Tecidual e Cicatrização

O reparo de lesão que ultrapassa a membrana basal (tecido conjuntivo) resulta em cicatrização. Se a lesão atinge o parênquima, ocorre regeneração, pois o tecido volta ao normal, mantendo-se o tecido conjuntivo.

  • Quelóide: Cicatrização hipertrófica.

O rompimento de vasos causa sangramento, ativando a rede de fibrina e agregação plaquetária. As plaquetas liberam o fator de crescimento PDGF, que estimula a multiplicação de células endoteliais, musculares e lisas.

Macrófagos, IL-1, IL-6 e TNF promovem a formação de tecido de granulação. Para a formação de novos vasos, é necessário inicialmente colágeno tipo III (mais fraco), que é posteriormente substituído por colágeno tipo I.

As fases do processo são: coagulação, tecido de granulação, reepitelização e remodelação.

O fibroblasto se diferencia em miofibroblasto, o que causa a contração da ferida, diminuindo seu tamanho em até 70%.

Fatores que influenciam o processo:

  • Tamanho e local da lesão
  • Idade
  • Vascularização
  • Nutrição
  • Diabetes
  • Vitamina C (essencial para a produção de colágeno)

Neoplasia

As neoplasias são classificadas como:

  • Benigna: Mantém características celulares semelhantes às originais.
  • Maligna: Acumula mutações sucessivas e perde o controle de crescimento.

Oncogênese

As causas podem ser herdadas ou ambientais:

  • Radiações: Ionizantes (UVA, gama, X).
  • Químicas: Substâncias oxidantes.
  • Biológicas: Vírus (HPV), bactérias e fungos.

O tabagismo somado ao consumo de álcool aumenta o risco em 10 vezes.

Mecanismos Moleculares

  • Proto-oncogenes: Sofrem mutação heterozigótica para se tornarem oncogenes.
  • Genes Supressores de Tumor: Necessitam de mutação homozigótica para inativar suas funções (parada do ciclo celular, reparo de DNA, ativação da apoptose).

O HPV inativa dois genes supressores de tumor cruciais: P53 (parada e correção) e o gene RB.

Processo Neoplásico

  1. Iniciação: Exposição ao agente carcinogênico.
  2. Promoção: Acúmulo de mutações, atingindo supressores tumorais.
  3. Propagação: Invasão tecidual e produção de metástases.

Características de Malignidade

  1. Velocidade de Crescimento: Lenta (benigno) ou rápida (maligno).
  2. Índice Mitótico: Baixo (benigno) ou alto (maligno, 1 ou 2 mitoses).
  3. Diferenciação: Tumores bem diferenciados se assemelham à célula normal (benigno).
  4. Invasão: Capacidade de invadir tecido vizinho. Se há metástase, o tumor é maligno.

Nomenclatura

  • Benigno: Origem + sufixo -oma (Ex: adipoma, lipoma, osteoma, adenoma, condroma, fibroma, leiomioma (músculo liso), rabdomioma (músculo estriado), pupiloma).
  • Maligno (Epitélio ou Glândula): Prefixo carcino- + origem (Ex: adenocarcinoma de mama).
  • Maligno (Estroma/Tecido de Sustentação): Origem + sufixo -sarcoma (Ex: lipossarcoma, fibrossarcoma).

Exceções (Todos Malignos): Linfoma, Plasmocitoma, Mieloma Múltiplo, Retinoblastoma, Melanoma, Leucemia. Carcinoma e Adenocarcinoma representam 95% dos tumores malignos epiteliais.

Estadiamento TNM

Baseado em:

  • T (Tamanho): T1 (0-2 cm), T2 (2-3 cm).
  • N (Linfonodo): N0 (não há metástase linfonodal), N1 (uma metástase linfonodal).
  • M (Metástase): Presença ou ausência de metástase à distância.

Sobrevida: É um patamar específico para cada tipo de câncer. Considera-se o tumor primário e a possibilidade de um segundo tumor primário.

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