Sistema Reprodutor Masculino: Anatomia e Fisiologia

Biologia6,22 KB

Componentes do Sistema Reprodutor Masculino

O sistema reprodutor masculino é formado por:

  • Testículos;
  • Escroto (bolsa ou saco escrotal);
  • Pênis;
  • Vias espermáticas: epidídimos, canais (ductos) deferentes e uretra;
  • Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais e glândulas bulbouretrais.

Morfofisiologia do Aparelho Reprodutor Masculino

Principais estruturas envolvidas:

  • Vesícula seminal
  • Próstata
  • Uretra
  • Testículo
  • Glande
  • Prepúcio
  • Túbulo seminífero
  • Epidídimo
  • Canal deferente
  • Bexiga

Células de Sertoli

Funções principais:

  • Nutrição: Secretam um líquido que banha as células germinativas.
  • Espermiação: Auxiliam na transformação dos espermatócitos em espermatozoides.
  • Secreção de hormônios: Produzem Estradiol (que estimula a espermatogênese) e Inibina (que controla a secreção de FSH).

Células de Leydig

Responsáveis pela produção de:

  • Testosterona (aproximadamente 5 mg/dia em adultos).
  • Estradiol.
  • Di-hidrotestosterona (DHT).

Composição do Sêmen

O sêmen é composto por espermatozoides e fluidos secretados pelas glândulas anexas:

  • Vesículas seminais: Secretam uma substância mucoide rica em frutose, que serve para a nutrição dos espermatozoides.
  • Glândula Prostática: Produz um líquido fino, leitoso e alcalino.
  • Glândulas Mucosas (bulbouretrais): Secretam muco que contribui para um pH final em torno de 7,5.

Hormônios Sexuais Masculinos

Testosterona

  • Síntese: Produzida a partir do colesterol nas células de Leydig.
  • Circulação: Transportada no sangue ligada a uma globulina.
  • Meia-vida: De 15 a 30 minutos.
  • Metabolismo: Degradada no fígado.
  • Excreção: Eliminada pela bile e urina.

Espermatogênese: A Formação dos Espermatozoides

As espermatogônias permanecem adormecidas nos túbulos seminíferos desde o período fetal até a puberdade, quando o processo é iniciado.

Fases da Espermatogênese

  1. Multiplicação (Período Germinativo): As espermatogônias sofrem várias divisões mitóticas, originando novas espermatogônias.
  2. Crescimento: As espermatogônias crescem e sofrem modificações graduais, transformando-se em espermatócitos I (primários).
  3. Maturação:
    • Os espermatócitos I sofrem a primeira divisão meiótica, originando os espermatócitos II (secundários).
    • Os espermatócitos II sofrem a segunda divisão meiótica, originando as espermátides.
  4. Espermiogênese (Diferenciação): As espermátides sofrem um processo de diferenciação celular, transformando-se em espermatozoides.

Todo o processo ocorre nos túbulos seminíferos, progredindo das paredes para o lúmen de cada túbulo.

Resumo das Etapas e Resultados

  • Mitose: Corresponde à fase de multiplicação, que dura a vida inteira, e à fase de crescimento, que não envolve divisões celulares.
  • Meiose: Ocorre somente na fase de maturação e origina as espermátides.
  • Espermiogênese: É a fase de diferenciação final em espermatozoides.

Resultados do Processo

  • Cada espermatócito primário (diploide) resulta, ao final do processo, em quatro espermatozoides (haploides).
  • Em cada ejaculação, são liberados entre 300 a 500 milhões de espermatozoides.

O Espermatozoide e sua Capacitação

Capacitação é a etapa final da maturação do espermatozoide. Envolve alterações na região do acrossoma, preparando-o para penetrar na zona pelúcida do óvulo. Na fertilização in vitro, os espermatozoides são artificialmente capacitados.

Detalhes da Capacitação

A capacitação é uma alteração funcional que ocorre na trompa uterina e requer de 2 a mais de 6 horas. Dois fenômenos são importantes:

  • O aumento da taxa de batimento do flagelo e a aceleração do movimento do espermatozoide.
  • A reação acrossômica, que permite a fusão com o óvulo através da liberação de enzimas que o ajudam a penetrar na sua membrana.

Controle Hormonal da Espermatogênese

  • Testosterona: Produzida pelas células de Leydig, é fundamental para o processo.
  • LH (Hormônio Luteinizante): Estimula as células de Leydig a secretar testosterona.
  • FSH (Hormônio Folículo-Estimulante): Estimula as células de Sertoli, auxiliando na espermiação.
  • Estrogênios: Produzidos pelas células de Sertoli, também participam da regulação.
  • GH (Hormônio do Crescimento): Promove a divisão inicial das espermatogônias.

O Ato Sexual Masculino

  • Estímulo: Os impulsos sexuais são iniciados principalmente por estímulos na glande peniana.
  • Ereção: Controlada pelo Sistema Nervoso Parassimpático, que promove a dilatação das artérias do pênis, permitindo que o sangue flua para os corpos cavernosos.
  • Lubrificação: Também controlada pelo Sistema Nervoso Parassimpático, que estimula as glândulas de Littré e bulbouretrais.
  • Emissão e Ejaculação: Controladas pelo Sistema Nervoso Simpático, que provoca a contração dos músculos isquiocavernosos e bulbocavernosos.

Ejaculação

Durante a ejaculação, os espermatozoides são propelidos ao longo dos canais deferentes e da uretra, misturando-se com as secreções das vesículas seminais, da próstata e das glândulas bulbouretrais para formar o sêmen.

Baixar

PDF Word HTML