Resumo de Filosofia: Lógica, Ética e Epistemologia
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Lógica e Argumentação
Modus Ponens: P → Q; P; Logo, Q. Modus Tollens: P → Q; ¬Q; Logo, ¬P. Silogismo Hipotético: P → Q; Q → R; Logo, P → R. Silogismo Disjuntivo: P v Q; ¬P; Logo, Q.
- Petição de Princípio: A conclusão já está presente na premissa.
- Falso Dilema: Apresenta apenas duas alternativas quando existem mais.
- Espantalho: Distorcer o argumento do oponente para o atacar mais facilmente.
Ética e Justiça
Objetivismo Moral: Os valores são objetivos e universais, não dependem do indivíduo ou da cultura; são verdadeiros ou falsos. Método: análise imparcial.
- Mill (Utilitarismo): Foco no resultado e nas consequências; busca a máxima felicidade e prazer (Princípio da Utilidade). Em caso de conflito, os deveres não são absolutos. Crítica (X): Pode justificar ações imorais se o resultado for bom.
- Kant (Deontologia): Foco na intenção e no motivo; agir por boa vontade e não por interesse. Imperativo Categórico: Agir de forma a que a tua ação se torne uma lei universal e tratar os outros sempre como um fim e nunca apenas como um meio. Máximas: Subjetivas (pessoais). Leis: Objetivas (para todos).
- Rawls: A justiça é a primeira virtude das instituições; se for injusto, muda-se. Posição Original e Véu da Ignorância: Situação hipotética onde escolhemos as leis sem saber quem seremos na sociedade. Estratégia Maximin: Escolher a opção onde o pior cenário possível seja o melhor realizável. Críticas (X): O Utilitarismo argumenta que não se pode sacrificar minorias pelo bem da maioria; o Igualitarismo Radical não defende a igualdade total, pois os mais produtivos merecem ganhar mais para continuarem a gerar riqueza para distribuir.
- Nozick: Cada um é dono do que ganha. O Estado não deve limitar a riqueza. Tirar aos ricos para dar aos pobres é comparável ao trabalho forçado.
- Sandel: O indivíduo não existe isolado; nasce inserido numa cultura e em laços sociais. Não é possível definir justiça sem debater os valores morais da comunidade. Alerta para o perigo de uma economia onde tudo se vende.
Epistemologia e Filosofia da Ciência
Descartes (Racionalismo): Foco na razão. Método: Dúvida Metódica (dúvida hiperbólica para eliminar o erro; dúvida dos sentidos, da realidade e da matemática pelo Gênio Maligno). Cogito: "Penso, logo existo" (certeza indubitável). Deus garante a existência do mundo exterior e as verdades racionais.
Hume (Empirismo): Foco na experiência. Não existem ideias inatas; tudo provém das impressões (experiência sensorial). A mente nasce em branco e o hábito cria o saber.
- Ciência - Indutivismo: Método baseado na observação, descoberta de regularidades e formulação de hipóteses. Uma teoria é científica se puder ser verificada pela experiência. Crítica (X): A observação nunca é 100% neutra e muitas realidades científicas não são diretamente observáveis.
- Popper: A ciência evolui por eliminação de erros (falsificabilidade) e aproximação à verdade; é um processo objetivo.
- Kuhn: A ciência evolui por revoluções e mudanças de paradigma; não é totalmente objetiva. Crítica (X): Muitas vezes os cientistas preferem reformular o paradigma em vez de o abandonar.
Estética e Filosofia da Arte
- Teorias Essencialistas: Teoria Expressivista: A arte expressa emoções e sentimentos do artista, contagiando os espectadores. Teoria Formalista: A arte provoca emoções estéticas pelos seus atributos estruturais. Crítica (X): Apenas alguns indivíduos percebem o significado.
- Teorias Não-Essencialistas: Teoria Institucional: Algo é arte quando o "mundo da arte" o aprecia; limita-se a classificar. Crítica (X): Não avalia a qualidade e exclui certos tipos de arte. Teoria Histórica: Algo é arte quando recria ou se refere a obras anteriores. Crítica (X): Se a arte depende do passado, como nasceu a primeira obra de arte?
Filosofia da Religião
- Argumento Cosmológico (Tomás de Aquino): Tudo tem uma causa e, como esta não pode ser infinita, há uma causa primeira (Deus). Crítica (X): Uma cadeia infinita pode não precisar de um início; mesmo que haja uma primeira causa, isso não prova que ela seja Deus.
- Argumento Teleológico (A Posteriori): O mundo é complexo e organizado como um relógio, logo foi criado por um criador inteligente, como um relojoeiro (Deus). Crítica (X): O mundo não é um relógio (analogia fraca).
- Argumento Ontológico: Se Deus é definido como um ser perfeito, então Ele tem de existir. Crítica (X): A definição de um conceito não o torna real.
- Pascal (Fideísmo): Aposta de Pascal; se Deus existir, ganhas a vida eterna; se não existir, não perdes nada. Crítica (X): Transforma a fé num ato egoísta; Deus não aceitaria uma crença baseada num cálculo de risco.
- Leibniz (Problema do Mal e Teodiceia): Se Deus é omnipotente e sumamente bom, por que existe o mal? O mal físico existe para apreciarmos o bem; o mal moral provém do livre-arbítrio. Deus prefere humanos livres que falham. Crítica (X): Não justifica o sofrimento de inocentes; usar o sofrimento como lição parece injustificável.