Resumo de Hepatites, Cirrose, Wilson, Síndrome Metabólica, Lipoproteínas, Asma, DPOC, TEP e TB
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Hepatites Virais
Hepatite: Laboratório: ↑TGO e TGP, ↑bilirrubina direta, ↓leucócitos | Insuficiência hepática: TAP alargado, ↓albuminemia, encefalopatia hepática | A: anti-HAV IgG (passado de hepatite), IgM (agudo) | B: fulminante; HBsAg (infecção), anti-HBc (contato), IgM (agudo), IgG (crônica ou cura), anti-HBs (cura ou vacina), HBeAg (replicação), anti-HBe (não replicação) | C: 80% crônica; anti-HCV (cicatriz sorológica, agudo, crônica ou falso positivo), se positivo, pedir PCR quantitativo | D: coinfecção com B; anti-HDV IgM e IgG | E: anti-HEV IgG (contato prévio), IgM (agudo) | Tratamento: acompanhamento, sintomáticos, repouso
Cirrose Hepática
Cirrose: Laboratório: ↓albumina, ↓atividade da protrombina, ↑tempo de protrombina, ↑bilirrubina direta, TGO e TGP pouco ↓ ou normais, ↑FA e GGT, ↑gamaglobulinas, ↓Na
Child-Pugh: bilirrubina, encefalopatia, ascite, INR, albumina
Causas: álcool, hepatites virais, hemocromatose, síndrome metabólica, hepatite autoimune
Doença de Wilson
Doença de Wilson: acúmulo de cobre
Quadro clínico: sinal de Kayser-Fleischer, ausência de antecedentes associados a cirrose (álcool, vírus), cirrose precoce, anemia hemolítica Coombs negativo, distúrbios neurológicos (parkinsonismo), distúrbio psiquiátrico
Laboratório: ↓ceruloplasmina, ↑cobre hepático, ↑fração livre do cobre, ↑excreção urinária de cobre
Diagnóstico: biópsia hepática com 200 mcg/g de cobre
Tratamento: zinco ± trientina ou transplante hepático
Síndrome Metabólica
Critérios diagnósticos: ↑glicemia, HAS, ↑triglicerídeos, ↓HDL, obesidade central
Lipoproteínas
Quilomícron: partícula de lipoproteína grande e rica em triglicerídeos, de origem intestinal
VLDL: lipoproteína rica em triglicerídeos, de origem hepática
LDL: lipoproteína de baixa densidade, rica em colesterol e envolvida na aterosclerose
HDL: lipoproteína de alta densidade, envolvida no transporte reverso do colesterol do endotélio para o fígado, com efeito benéfico na aterosclerose
Asma
Quadro clínico: dispneia, sibilo, tosse seca, opressão torácica
Exame físico: taquipneia, tempo expiratório prolongado, tiragem, sibilos, cianose (graves), pulso paradoxal
Diagnóstico: clínico (história de atopia/alergia + broncoespasmo com sibilos); espirometria com prova broncodilatadora (↑VEF >7%), espirometria com teste provocativo (metacolina e histamina: ↓VEF em 20%) e peak flow (↑PFE >15% após broncodilatador)
Classificação e tratamento:
- Intermitente: diurno ≤2/semana, noturno ≤3/mês, PFE/VEF1 ≥80%; alívio apenas com beta-2 agonista de curta duração inalatório
- Persistente leve: diurno >2/semana, noturno 3-4/mês, PFE/VEF1 ≥80%; corticoide inalatório
- Persistente moderada: diurno todos os dias (afeta a atividade), noturno >1/semana, PFE/VEF1 60-80%; corticoide inalatório + beta-2 agonista de longa duração
- Persistente grave: diurno contínuo, noturno quase diário, PFE/VEF1 ≤60%; corticoide inalatório em dose alta + beta-2 agonista de longa duração
Crise: 3 doses de beta-2 agonista de curta ação a cada 10-30 min + O2 se SatO2 baixa
DPOC
Fator de risco: fumo, principal causa de cor pulmonale
Quadro clínico: tosse + dispneia
Diagnóstico: hemograma (policitemia), gasometria arterial (↓pO2, ↑pCO2, acidose respiratória compensada, ↑bicarbonato), ECG (sobrecarga de VD: desvio do QRS, onda P apiculada), RX de tórax (coração em gota), espirometria
Tratamento: bupropiona, O2 domiciliar, beta-2 agonista inalatório de longa duração, anticolinérgico inalatório e corticoide inalatório
Crise: aumento do volume do escarro, escarro purulento e aumento da dispneia
Tratamento da crise: clavulanato (Clavulin), beta-2 agonista de curta ação + anticolinérgico de curta ação + corticoide sistêmico + O2
Tromboembolismo Pulmonar (TEP)
Quadro clínico: dor torácica pleurítica, hemoptise, sibilo, ↑FR, dispneia; maciço: cor pulmonale, ↓PA severa
Exames complementares: gasometria arterial, ECG (padrão S1Q3T3), RX de tórax (sinal de Westermark: oligoemia focal; sinal de Palla: dilatação da artéria pulmonar descendente direita; corcova de Hampton: infiltrado em forma de cunha com base apoiada sobre o diafragma), ecocardiograma, ↑BNP, ↑troponina, D-dímero (<500 = pouca chance de TEP; >500 sugere TEP)
Diagnóstico: doppler de MMII, cintilografia pulmonar, angiotomografia, arteriografia pulmonar (padrão-ouro)
Escore de Wells: clínica de TVP, sem outro diagnóstico, FC >100, imobilização >3 dias / cirurgia <4 semanas, hemoptise, câncer
Tratamento:
- Anticoagulação: HBPM (enoxaparina SC 1 mg/kg 12/12) se estável, ou heparina não fracionada IV 80 U/kg em ataque + 18 U/kg/h em bomba se instável; + varfarina 5 mg VO. Suspender heparina após 2 dias com INR na faixa terapêutica.
- Trombolítico: se instável; uroquinase, estreptoquinase, t-PA
- Embolectomia: contraindicação a trombolítico ou falha do trombolítico
- Filtro de veia cava inferior: contraindicação a anticoagulante ou falha
Profilaxia: HBPM
Tuberculose (TB)
Diagnóstico de infecção latente: PPD ≥5 mm. Localização: lobo superior (segmento ápico-posterior 1-2) e lobo inferior (segmento superior 6)
Quadro clínico: tosse ≥3 semanas, febre vespertina, sudorese noturna, ↓peso, ↓apetite
Diagnóstico: baciloscopia de escarro
Tratamento: rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol
Controle: baciloscopia de escarro mensal
Complicações: disseminação broncogênica, fibrose pulmonar, bronquiectasia, aneurisma de Rasmussen
Fatores de risco: DM, doenças autoimunes, álcool, neoplasia de cabeça e pescoço, HIV