A Revolução de 25 de Abril: Causas e o Fim do Estado Novo

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O Movimento das Forças Armadas e a Eclosão da Revolução

Nos primeiros anos da década de 70, vivia-se um período marcado por:

  • Descontentamento perante o governo de Marcello Caetano e a sua política de “Renovação na Continuidade”;
  • A Guerra Colonial;
  • O agravamento da situação económica devido à guerra e à crise do petróleo de 1973;
  • A descrença nos dirigentes do regime;
  • A organização da oposição: CDE (Centro Democrático de Esquerda), MRPP, MES (Movimento de Esquerda Socialista) e PS;
  • A condenação internacional;
  • O descontentamento dos militares, nomeadamente relacionado com o impasse da Guerra Colonial, devido aos progressos do PAIGC na Guiné, ao agravamento do conflito em Moçambique e à condenação internacional, gerando o sentimento de que lutavam por uma causa perdida.

É neste contexto que um movimento de oficiais, iniciado por questões de progressão na carreira (o Movimento dos Capitães), se transforma num movimento revolucionário — o MFA (Movimento das Forças Armadas) — crente na urgência de um golpe militar que, ao restaurar as liberdades cívicas, permitisse uma solução para o problema colonial.

  • Após uma tentativa precipitada a 16 de março de 1974, nas Caldas da Rainha, o MFA preparou minuciosamente a operação militar que, na madrugada de 25 de abril de 1974, pôs fim ao Estado Novo.
  • Esta operação decorreu sob a coordenação do major Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço e Vítor Alves. As unidades militares saíram dos quartéis para cumprir, com êxito, as missões destinadas: ocupação de estações de rádio e da RTP, controlo do aeroporto e dos quartéis-generais das regiões militares de Lisboa e do Norte, e o cerco aos ministérios no Terreiro do Paço.
  • Coube a Salgueiro Maia dirigir o cerco ao Quartel do Carmo, onde se tinham refugiado o presidente e outros membros do governo. Após 18 horas de resistência, Marcello Caetano rendeu-se ao general Spínola.

No fim do dia, o MFA sagrava-se vitorioso, restando apenas a resistência da polícia política, que se renderia na manhã seguinte.

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