Revolução Agrícola e Inovações Técnicas na Indústria Britânica

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O Sistema de Norfolk, onde o pousio foi eliminado pela introdução de forrageiras adequadas e a rotação de culturas, levou ao aumento da criação de gado (alimentado com forrageiras). Juntamente com o aperfeiçoamento de ferramentas agrícolas (ainda não mecanizadas), este sistema permitiu um aumento tanto dos retornos da terra quanto da sua produção. (Popularizado por Lord Townshend, o "Senhor Nabo").

A Revolução Agrícola Britânica

Em meados do século XVIII, a Inglaterra possuía a agricultura mais produtiva da Europa. Suas estruturas foram submetidas a uma série de mudanças favorecidas por diversas circunstâncias:

  • Alterações na estrutura da propriedade da terra: O "campo aberto" (open fields) foi substituído pelos "cercamentos" (enclosures).
  • Implementação de inovações agrícolas que possibilitaram o abandono gradual do pousio, seguindo o Sistema de Norfolk.
  • Aumento da criação de gado, introdução de novas culturas (milho, batata, forrageiras, etc.).
  • Emprego, por volta de 1870, dos primeiros modelos de máquinas agrícolas (semeadoras, debulhadoras).

Devido a estas medidas, entre 1700 e 1800, a produção agrícola aumentou 90%.

Inovações Técnicas e a Indústria

A substituição da força humana e animal pela mecânica foi possível graças a uma série de inovações técnicas que se espalharam pela Inglaterra durante o século XVIII. Os conceitos científicos em que se baseavam eram conhecidos há séculos, o que contribuiu para que a Primeira Revolução Industrial fosse relativamente simples do ponto de vista técnico e com custos não excessivos. A novidade residiu na aplicação desses conhecimentos já existentes na produção de bens materiais.

As principais áreas de inovação técnica foram:

  • Energia: A máquina a vapor de Watt.
  • Têxtil: Fiação e tecelagem de algodão.
  • Metalurgia: Altos-fornos, etc.
  • Transportes: Locomotivas de Stephenson.

A integração de máquinas de produção substituiu o trabalho manual e os sistemas de produção tradicionais por novos métodos. O trabalho foi transferido das oficinas artesanais, com um pequeno número de trabalhadores, para as fábricas, onde máquinas e trabalhadores foram agrupados em grandes concentrações.

A divisão do trabalho resultou num aumento significativo da produtividade e na redução dos custos de produção, o que, por sua vez, levou à descida dos preços e ao aumento do número de consumidores.

Consequências da Revolução Agrícola

  1. O crescimento do excedente de alimentos necessário para atender à forte demanda de uma população crescente.
  2. A disponibilidade de mão de obra excedente na agricultura, essencial para satisfazer as crescentes necessidades do desenvolvimento urbano e industrial.
  3. O aumento dos lucros dos proprietários de terras, alguns dos quais foram investidos nas primeiras fábricas modernas.

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