A Revolução Industrial e o operariado: condições de trabalho e de vida

HistóriaAtualizado em 3,37 KB

Resumo

O texto analisa a Revolução Industrial e a origem do operariado, mostrando como a fábrica e a máquina passaram a pertencer ao capital burguês. Descreve a precariedade do trabalho e do salário no liberalismo económico, dependentes da oferta e da procura, e as consequências para as famílias operárias. O documento inclui ainda questões sobre a economia portuguesa de 1896 e um glossário de termos históricos como o Ultimato, o rotativismo e o caciquismo.

Pontos-chave

  • A Revolução Industrial fez nascer a fábrica e o operário, que só possuía a força do seu trabalho.
  • O operário, chamado proletário, vendia o trabalho ao empresário em troca de um salário.
  • No capitalismo concorrencial, salários e emprego dependiam do livre jogo da oferta e da procura.
  • Nas crises cíclicas, os lucros baixavam, aumentavam o desemprego e a descida dos salários.
  • Famílias inteiras foram arrastadas para o trabalho industrial, desarticulando a vida familiar.
  • A máquina e a concorrência no mercado de trabalho permitiam ao empresário manter os salários baixos.
  • No glossário, o Ultimato foi uma imposição inglesa a Portugal sobre territórios entre Angola e Moçambique.

Teste-se

A Revolução Industrial e o Operariado: Uma Análise

A Revolução Industrial trouxe a fábrica e fez nascer o operário. A fábrica, tal como as máquinas, são pertença do capital, representado socialmente pelo empresário burguês. Quanto ao operário, situado no patamar inferior da sociedade oitocentista, apenas tem de seu a força dos seus braços, o chamado trabalho, que vende ao empresário a troco de um salário. Apelidado de proletário, o operário da Revolução Industrial conheceu o inferno. Pelas condições em que trabalhou. Pelas condições em que viveu.
 No mundo do liberalismo económico e do capitalismo concorrencial, o trabalho e o salário eram precários, dependentes apenas do livre jogo da oferta e da procura. Em períodos de descolagem e de expansão da indústria, os empresários franqueavam as portas das fábricas e elevavam os salários. Já, quando os lucros baixavam, na sequência das crises cíclicas da indústria, ou quando a oferta de mão de obra ultrapassava as necessidades, o desemprego e a baixa dos salários eram o caminho inevitável (incapaz de enfrentar as regras do mercado a que se encontra sujeito). 
Deste modo, famílias inteiras foram arrastadas para o trabalho industrial, com todas as consequências inerentes à desarticulação da vida familiar. Em contrapartida, o empresário pôde tirar todo o partido da máquina e, pela concorrência no mercado do trabalho que aquela mão de obra proporcionava, manter os salários baixos.

Economia Portuguesa em 1896

A partir do documento 3, assinale as opções corretas sobre as características da economia portuguesa em 1896:
  • Desequilíbrio entre as mercadorias importadas e as exportadas.
  • O défice da balança comercial revelava uma situação de dependência.
  • As exportações de produtos alimentares e gado eram favoráveis na balança comercial.
  • A economia era pouco industrializada.
  • A indústria portuguesa dependia da importação de matérias-primas e de tecnologia.
  • As importações eram maioritariamente de origem inglesa.
  • A economia era marcadamente rural.
  • A economia era orientada por políticas livre-cambistas.
  • O défice da balança comercial contribuiu para o aumento da dívida pública.
  • A industrialização acelerou graças ao aumento das importações.

Glossário de Termos Históricos

Faça corresponder os elementos da coluna A aos da coluna B:
  • Ultimatum: Acontecimento que foi originado pelo projeto do mapa cor de rosa e em que a Inglaterra impôs a Portugal a retirada dos territórios entre Angola e Moçambique, sob ameaça de ataque a Portugal.
  • 31 de janeiro de 1891: Primeira tentativa falhada de substituição da monarquia por um novo regime político republicano, que teve lugar no Porto.
  • Rotativismo: Regime de alternância no poder entre os dois principais partidos da Regeneração.
  • Caciquismo: Prática ligada ao regime eleitoral que favorecia o voto em determinado partido, em consequência de pressões feitas pelos influentes locais.
  • Sistema liberal monárquico: Regime em que o rei governa de acordo com os princípios constitucionais previstos na Constituição.

Baixar

PDF Word HTML

Perguntas frequentes

Quem era o proletário na Revolução Industrial?

O proletário era o operário que, não possuindo meios de produção, vendia a sua força de trabalho ao empresário burguês em troca de um salário. O texto descreve as suas condições de trabalho e de vida como muito duras.

Porque os salários variavam tanto no capitalismo concorrencial?

Os salários dependiam apenas do livre jogo da oferta e da procura. Em períodos de expansão subiam, mas nas crises cíclicas ou quando havia excesso de mão de obra baixavam e o desemprego aumentava.

O que era o rotativismo?

O rotativismo era o regime de alternância no poder entre os dois principais partidos da Regeneração. Está definido no glossário do documento.

O que foi o Ultimato?

O Ultimato foi um acontecimento originado pelo projeto do mapa cor de rosa, em que a Inglaterra impôs a Portugal a retirada dos territórios entre Angola e Moçambique, sob ameaça de ataque.

Teste-se

Cartões de revisão

Clique em um cartão para ver a resposta.

Teste

1. Segundo o texto, o que tinha o operário como único bem?
2. Quando os empresários elevavam os salários, segundo o texto?
3. Qual era a consequência do trabalho industrial para as famílias?
4. Como definiu o glossário o rotativismo?
5. Qual foi a consequência, segundo o texto, da concorrência no mercado de trabalho?

Perguntas geradas com IA a partir do documento: verifique as respostas com o texto.