A Revolução Liberal Espanhola (1833-1868)
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A Revolução Liberal (1833-1868)
Após a morte de Fernando VII, foi criado um Conselho de Administração para aconselhar a regente Maria Cristina. Presidido por Francisco Bermúdez e composto por absolutistas, o governo realizou a divisão provincial da Espanha em 29 províncias. Contudo, devido à revolta carlista e à falta de apoio, a regente nomeou o liberal moderado Francisco de la Rosa, que propôs uma Carta Régia. As reformas foram insuficientes, consolidando a divisão entre liberais moderados e progressistas.
A Década Moderada (1844-1854)
As eleições de 1844 deram a maioria aos moderados, liderados por Narváez, que promoveu uma política baseada no liberalismo moderado. Principais marcos:
- Constituição de 1845: Estabeleceu a soberania conjunta entre o Rei e as Cortes.
- Concordata de 1851: Acordo com a Santa Sé para melhorar as relações com a Igreja, suspendendo a venda de propriedades eclesiásticas em troca do reconhecimento de Isabel II.
O Biênio Progressista (1854-1856)
O autoritarismo moderado gerou o levante de Vicálvaro (1854), liderado pelo General O'Donnell, que fundou a "União Liberal". O Manifesto de Manzanares exigiu reformas na lei eleitoral. Durante este período, destacaram-se:
- Lei Madoz: Lei de desamortização de propriedades comuns e investimentos na rede ferroviária.
- Reformas Administrativas: Foco na centralização, uniformidade e hierarquia, incluindo a nomeação de prefeitos pela Coroa em cidades com mais de 2.000 habitantes.
A Consolidação do Liberalismo
Os progressistas assumiram a tarefa de desmantelar o Antigo Regime. A Reforma Agrária Liberal de 1837 foi fundamental, baseada em três pilares: dissolução do sistema feudal, desamortização e desvinculação de terras. A Constituição de 1837 estabeleceu princípios como a soberania nacional, o sistema bicameral (Congresso e Senado) e a liberdade de imprensa.