A Revolução Russa e os Tratados de Paz de 1919

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O programa bolchevique:

Os sóviets contavam com o apoio das tropas, mas a divisão entre os partidos operários impediu que tomassem o poder. A maioria dos socialistas considerava que a Rússia era um país demasiado atrasado e que a revolução proletária não triunfaria sem um período prévio de entendimento com a burguesia. Para ajudar o partido bolchevique, o governo alemão permitiu a passagem por seu território de Lenin, seu líder, exilado na Suíça. Ao chegar a Petrogrado na primavera de 1917, Lenin resumiu o programa bolchevique nas chamadas Teses de Abril:

  • Entrega do poder supremo aos sóviets.
  • Saída imediata da guerra, a qualquer preço.
  • Redistribuição das terras e coletivização das indústrias.

Os tratados de paz:

As negociações que puseram fim à Grande Guerra são conhecidas como a Paz de Paris, embora os distintos tratados que estipulavam as condições impostas a cada um dos derrotados conservem o nome dos palácios próximos à capital francesa em que foram assinados:

  • Tratado de Versalhes. A Alemanha viu-se obrigada a assumir a responsabilidade pela guerra. Além de devolver Alsácia e Lorena à França, devia pagar reparações; como garantia do pagamento, teve de aceitar a ocupação do Sarre. Também perdeu territórios no Leste: a Prússia Oriental ficou isolada do resto do país pelo corredor de Danzig, que proporcionava à Polônia uma nova saída para o Báltico. A Alemanha entregou suas colônias e se lhe impôs a desmilitarização da Renânia e a redução do exército e dos arsenais.
  • Tratado de Saint-Germain-en-Laye. O Império Austro-Húngaro se desmembrou. Nasceu o Estado da Tchecoslováquia, que integrava minorias alemãs e húngaras. A Sérvia, agora Iugoslávia, englobava croatas, bósnios e eslovenos. A Itália obteve apenas pequenos ganhos territoriais.
  • Tratado de Trianon. A Romênia cresceu com territórios da Hungria e da Rússia. A Hungria e a Áustria (à qual se vetou a união com a Alemanha) ficaram reduzidas a pequenos países sem saída para o mar.
  • Tratado de Neuilly. A Bulgária teve de entregar à Grécia sua costa no Egeu.
  • Tratado de Sèvres. O Império Otomano desapareceu e foi substituído pela República Turca. Seus territórios árabes foram repartidos como mandatos entre britânicos e franceses.

A expansão europeia:

No século XIX, as potências europeias conquistaram extensos territórios do resto do mundo. O domínio das colônias foi precedido de explorações geográficas e viagens científicas:

  • Na África, as explorações geográficas, como as de Livingstone e Stanley, a atividade dos missionários e o interesse pelos recursos africanos levaram os europeus a dominar o continente. Para evitar confrontos entre as potências, realizou-se a Conferência de Berlim para proceder à partilha da África.
  • Na Ásia, a penetração imperialista foi liderada pelo Reino Unido, que se estabeleceu na península do Indostão, na Birmânia e na Malásia; a Rússia, que se expandiu pela Ásia Central e pela Sibéria; e a França, que ocupou a Indochina. Os Países Baixos mantiveram o controle sobre as ilhas da Indonésia. Na China, os britânicos obtiveram concessões comerciais após as guerras do ópio, embora a presença estrangeira tenha avivado revoltas nacionalistas.
  • Na Oceania, a presença ocidental começou com o estabelecimento dos britânicos na Austrália, de onde passaram à Nova Zelândia. Os franceses conseguiram o domínio de diversas ilhas da Polinésia; depois deles vieram os alemães, que compraram da Espanha as ilhas Marianas e as Palaos.

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