As Revoluções Inglesas do Século XVII: Uma Análise

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As Revoluções Inglesas do Século XVII

Monarquias Absolutistas

No século XVII, praticamente todas as potências europeias viviam sob o regime das monarquias absolutistas. Tais governos fortaleceram-se desde os últimos tempos medievais, quando a crise que assolava a Europa feudal abriu espaço à formação dos Estados Nacionais Modernos. Neste momento, a existência de um governo centralizador foi fundamental ao processo de unificação territorial, jurídica e monetária de países como Portugal, Espanha, Inglaterra e França.

No entanto, com o passar dos anos, as críticas ao excessivo centralismo político do Estado absolutista começaram a ganhar força. A burguesia mostrava-se, então, como o grupo social responsável pelos principais ataques a esse tipo de governo, identificando-o como um poderoso empecilho ao desenvolvimento de práticas econômicas mais liberais e lucrativas.

Monarquia Inglesa

Embora as estruturas absolutistas tenham começado a ruir mais visivelmente ao longo do século XVIII, a partir da difusão dos ideais iluministas, esse processo foi percebido na Inglaterra já em meados do século anterior. Após os governos de Henrique VIII e Elizabeth I, os reinados de Jaime I (1603–1625) e Carlos I (1625–1649) foram marcados pelo agravamento das insatisfações sociais, o que debilitou o poder da Coroa.

O Parlamento inglês, que buscava ampliar sua autonomia frente aos desmandos dos monarcas, mostrou-se inconformado com as ações centralizadoras. A burguesia, interessada em um sistema econômico liberal, opunha-se ao intervencionismo estatal. Além disso, grupos religiosos perseguidos pelos reis anglicanos contribuíram para a fragilização do Absolutismo na Inglaterra.

Revolução Puritana

Nos últimos anos do reinado de Carlos I, a Inglaterra assistiu a uma violenta guerra civil. Em lados opostos estavam os defensores do monarca (anglicanos) e a maioria dos burgueses e membros da gentry (pequena nobreza rural), defensores da religião puritana. Liderados por Oliver Cromwell, estes opositores venceram a Revolução Puritana, determinando a queda da monarquia.

A República de Cromwell foi caracterizada pela centralização do poder. Embora tenha rompido com o monarquismo, manteve traços autoritários. Cromwell estabeleceu os Atos de Navegação, medidas que favoreceram as relações comerciais inglesas e a burguesia.

Revolução Gloriosa

Com a morte de Cromwell e a renúncia de seu filho, a monarquia foi restaurada com a dinastia Stuart. Carlos II e, posteriormente, Jaime II, governaram de forma autoritária, gerando insatisfação parlamentar.

O Parlamento, formado por burgueses e pela gentry, organizou um exército para depor o rei e negociou com Guilherme de Orange, genro de Jaime II, sua ascensão ao trono. Em contrapartida, o Parlamento exigiu que o novo rei jurasse obediência à Bill of Rights (Declaração dos Direitos). Assim, consolidou-se a monarquia parlamentar e o fim do absolutismo inglês.

Sugestão de leitura

Através das revoluções “Puritana” e “Gloriosa”, a Inglaterra instaurou uma monarquia parlamentar. A partir de então, direitos civis foram ampliados, como o habeas corpus. No site JusBrasil, você encontrará definições jurídicas sobre o conceito de habeas corpus, hoje previsto na Constituição brasileira.

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