O Romantismo na Música: História, Ópera e Zarzuela
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O Movimento Romântico na Música
O movimento romântico é um reflexo das mudanças ocorridas na política e no pensamento europeu no final do século XVIII e início do século XIX. Foi um período de grande intensidade cultural em todos os países.
Após a Revolução de 1789, inaugurou-se a era das revoluções, e o indivíduo e a sociedade começaram a ser sentidos como dinâmicos e em constante mudança. Escritores, pintores e músicos defenderam a ideia de que os seres humanos e sua cultura evoluem em uma luta interminável. O princípio da autoridade foi posto de lado em favor da liberdade, tanto pessoal quanto coletiva. Na música, a busca pela liberdade expressou-se em três aspectos: a isenção dos regimes clássicos, a independência das autoridades e a invenção de formas que atendessem às necessidades do compositor.
As consequências dessa mudança de ideias causaram insegurança, pois tudo tornou-se relativo. O compositor romântico foi influenciado pelo "mal do século", um clima de pessimismo e melancolia. Temas típicos incluem a natureza, países exóticos, paisagens noturnas e o amor idealizado.
Ao contrário do Classicismo, o Romantismo priorizou o sentimento sobre a forma. Na música, a busca pela liberdade formal manifesta-se em frases melódicas que fogem da simetria, melodias apaixonadas, dinâmica ampliada e ritmos mais complexos e livres.
Lied
O Lied é uma palavra alemã que significa "canção". É uma música para voz solo com acompanhamento, geralmente piano, de caráter intimista e refinado, cuja principal distinção é a interpenetração de poesia e música. Schubert e Schumann foram os compositores mais proeminentes de lieder.
Ópera
A ópera foi uma forma de expressão central ao gosto romântico, unindo música e teatro. Tornou-se um centro de relacionamento social e invadiu o cotidiano de todas as classes sociais.
Ópera Italiana
No início do século XIX, a ópera italiana manteve a distinção entre ópera séria e cômica, além da tradição do Bel Canto, com representantes como Rossini, Donizetti e Bellini. Verdi, o grande gênio do século XIX, utilizou o drama humano e temas de interesse popular, tornando-se um símbolo da unificação italiana com obras como Rigoletto, Il Trovatore e La Traviata.
Ópera Alemã
Wagner foi o nome mais representativo, defendendo a "obra de arte total", onde libreto, música e cena são inseparáveis. Destacou-se por obras como Tannhäuser e pelo uso da "melodia infinita".
Zarzuela
Na Espanha, a zarzuela surgiu como uma busca pela identidade nacional frente à influência da ópera italiana. Caracteriza-se por temas folclóricos, ambientação em Madrid e a mistura de partes faladas e cantadas. O "gênero chico" atingiu seu auge com obras como La Gran Vía, de Federico Chueca.