Santo Agostinho: O Estado Cristão e a Justiça

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Santo Agostinho

TEMA: O estado perfeito é o cristão, a verdadeira justiça dirigida por Deus.

IDEIAS:

  • 1. A justiça é a regra de Deus na sociedade.
  • 1.1. A alma dos homens deve prevalecer sobre o corpo e a razão sobre os vícios.
  • 2. O crente realiza o trabalho de amor a Deus e ao próximo como a si mesmo.
  • 3. Onde não há justiça, não haverá sociedade baseada no povo e na vontade política.

ESTRUTURA DO TEXTO: Este é um texto expositivo que explica sua teoria. Parte da tese do primado de Deus na sociedade (ideia inicial). Afirmação de que a justiça de Deus é o fundamento da sociedade política (segunda ideia).

JUSTIFICATIVA DO AUTOR: Um dos principais Padres da Igreja, nasceu em Tagaste, na África do Norte, de pai pagão e mãe cristã (Santa Mônica). Em sua juventude, aderiu ao maniqueísmo, uma doutrina que defende a existência de dois princípios: um bom e um ruim. Conheceu Santo Ambrósio e logo se converteu ao cristianismo. Ele foi nomeado bispo de Hipona.

EXPLICAÇÃO DE IDEIAS: Para Santo Agostinho, o "homem caído" necessita da graça, que é a maneira pela qual o homem transcende e encontra Deus. O comportamento humano tende, por vezes, a Deus e, em outras, a seguir interesses do corpo.

Essa dualidade se reflete na sociedade humana no que ele chama de "as duas cidades": a cidade terrena e a cidade celeste, que de alguma forma correspondem à existência do Estado e da Igreja.

De acordo com Santo Agostinho, um estado de bem deve ser informado por interesses espirituais; o estado perfeito será o cristão, um estado dirigido por uma verdadeira justiça. Delineia, assim, os interesses de uma teoria que visa entender as relações entre Igreja e Estado, na base de que a Igreja deve assegurar os princípios de conduta para a sociedade civil.

Santo Agostinho analisa a justiça que deve reger o Estado cristão. Essa justiça deve ser informada pelos princípios e verdades reveladas por Deus, transmitidas na Igreja, de maneira que as normas sociais e políticas estejam subordinadas à lei moral, assim como o corpo deve estar subordinado à alma e os vícios à razão.

Onde não há justiça, não há sociedade ou política, uma vez que não se luta pelos interesses e direitos dos cidadãos; pois a política é a arte de governar a sociedade para fazer o bem e deve ser guiada pela justiça, levando a um estado bom e perfeito.

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