Saúde Pública: Do Modelo Clínico ao SUS e seus Determinantes

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O Cuidado Clínico e a Homeostase

“O cuidado clínico está restrito ou reproduz o modelo hegemônico, individual e biologicista”. Que novas tecnologias podem ser utilizadas para, de fato, recuperarmos a homeostase dos indivíduos e conseguirmos atuar de forma positiva no processo saúde-doença?

São tecnologias com a finalidade de promover e prestar assistência centrada nas necessidades individuais e integrais do paciente e família, a fim de conhecer, favorecer, manter ou melhorar a condição de saúde, promovendo o alívio do sofrimento e a dignidade humana.

8. “A partir da década de 70 passou-se a reconhecer a importância dos determinantes sociais no processo saúde-doença e, portanto, a clínica tradicional não era mais suficiente para construção do plano de tratamento” Explique. Porque o processo saúde e doença é muito mais complexo do que o atendimento clinico especifico, é necessário olhar o paciente como um todo, as suas necessidades sociais, psicológicas e físicas e integrando-as para estabelecer uma melhor qualidade de vida. Ex: um paciente que mal tem dinheiro para comer não pode receber uma dieta padrão, é necessário condicionar isso a realidade de vida dele, assim acontece também no modo de ensinar a cuidar dos dentes, no modo de tentar recuperar a saúde desse paciente de acordo com sua realidade social.Princípios organizativos do SUS (esta na lei 8080 e 8142/1990): Promoção, prevenção, recuperação, regionalização e hierarquização.

* Regionalizar/ hierarquizar: a Federação cuida dos estados, que por sua vez cuida dos municípios, que por sua vez cuida dos bairros.

- A verba será distribuída na seguinte forma: Nível federal → nível estadual → nível municipal. - O SUS prioriza a verba, é liberada para o que tem mais necessidade.

A universalidade está acima da hierarquização, então se nos formos para outro estado e precisarmos de atendimento seremos atendidos, mas o atendimento deve ser na região do acidente (ex. acidente na região noroeste deve ser atendido na região noroeste), só atende fora da região se for risco vermelho.

PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA • Estratégia de trabalho: • conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de cadastramento e diagnóstico de suas características sociais, demográficas e epidemiológicas;

 Identificar os principais problemas de saúde e situações de risco às quais a população que ela atende está exposta;  Prestar assistência integral, organizando o fluxo de encaminhamento para os demais níveis de atendimento, quando se fizer necessário. A partir do acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada, com ações para a promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes.

Sua gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser solidária e participativa entre os três entes da Federação: a União, os Estados e os municípios. O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Constituição Federal. Cada ente tem suas corresponsabilidades.

Alterações demográficas recentes → envelhecimento da população (a pirâmide achatou) Agora cada vez as pessoas têm menos filhos e os idosos vivem mais.Por que as pessoas morriam cedo?Saúde precária, ausência de recursos financeiros, falta de orientação.

 Urbanização acelerada → saída do campo para a cidade, quem morava no campo foi para os grandes centros em busca de emprego.

O que muda na boca de quem mora no campo e veio para a cidade? Dieta, exemplo não tem chiclete na fazenda. As causas de morte também mudam, na cidade é mais comum morrer de tiro, fome, frio.

 Mudanças epidemiológicas → características das doenças e da causa de morte ‘’ remédio no postinho para diabetes, tubercolose...’’ Na área rural é comum morrer de doenças como pneumonia e tubercolose, já na cidade isso não acontece porque tem capacidade de tratar, a principal causa de morte na cidade é a violência, portanto a população idosa vive por mais tempo. intersetoridade: são estratégias interdisciplinar para  reunir as possibilidades de produção de conhecimento multidisciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar, em oposição ao conhecimento monodisciplinar.

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