Selantes e Ionômero de Vidro na Prevenção da Cárie Dentária
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Ionômero de Vidro (CIV)
ART: Materiais: CIV utilizado: Adesão é química por meio de troca de íons; contração de polimerização; condicionador (ácido poliacrílico) e dobra a força de adesão.
Técnica: Instrumentos e materiais devem estar dispostos ordenadamente: sonda, pinça, cureta de dentina, espátula nº 1, Hollenback, rolinhos (3) de algodão, segurador de rolo de algodão, espátula de manipulação (plástica), vaselina sólida. Antes do tratamento, usar escova dental.
Acesso: remoção de dentina amolecida e desmineralizada, não exercer pressão no assoalho pulpar.
Isolamento absoluto: controle da saliva para visibilidade, adesão e presa do material; para dentes inferiores, rolos de algodão nos 2 lados do dente a ser restaurado, algodão sob a língua.
Condicionamento com ácido poliacrílico: bolinha de algodão por 10 a 15 segundos, esfregar na superfície (líquido do CIV). Contaminação com saliva neste estágio deve repetir o passo com novo ácido.
Lavar com bolinhas de algodão.
Secagem: não usar ar, pois reduz a adesão química.
Manipulação: estimar quantidade, não usar gotas com bolhas, dividir o pó em 2 partes; para brilho e fluidez, inserir ainda com brilho, com espátula nº 1, incremento único com excesso para acomodar com o instrumento o material para o dente, para não ter bolhas. Quando o CIV estiver perdendo o brilho, comprimir a cavidade com dedo vaselinado para acomodar e evitar bolhas após alguns segundos. Retirar o dedo deslizando pelas laterais.
Remover o excesso com Hollenback, checar oclusão. Após remover, passar vaselina novamente para proteger contra sinérese, embebição, trincas e ressecamento. Solicitar ao paciente evitar comer por pelo menos 1 hora.
Técnica de selamentos: lesões, fissuras restritas, esmalte de dentes hígidos com fossulas e fissuras profundas. Paciente com aumento de risco de cárie.
Adequação do meio bucal: oferta de flúor, diminuição do substrato bacteriano, facilita a higienização. Tratamento expectante: remoção parcial do tecido cariado; permanente: remineralização da dentina.
Selantes
Selantes: características adesivas, atua penetrando fossas e fissuras, cria barreira física nessas superfícies.
Critérios para indicação: dente (macromorfologia, estágio de erupção), fatores ligados ao paciente (risco de cárie, estado motivacional).
Indicação: dentes recém-irrompidos com cicatrículas e fissuras profundas, difíceis ou impossíveis de serem higienizados. Dentes de pacientes com dificuldade motora. Mancha branca oclusal — fase de adequação com CIV.
O uso de selantes será indicado se: fizer parte de um programa com flúor, reduzindo o índice de cárie oclusal, e ter controle do selamento. Dentes irrompidos há mais de 3 anos e livres de cárie não precisam de selante.
Efeito do selante: selar mecanicamente cicatrículas e fissuras; material ácido resistente oferta flúor; anular o habitat preferido do S. mutans; facilita a limpeza.
Selante resinoso: isolamento absoluto, profilaxia, condicionamento ácido de 30 a 60 segundos, lavar, aplicar selante; aplicação de flúor aumenta a retenção do selante antes da remoção do isolamento; checar oclusão.
Controle: 6 a 12 meses após a colocação. Radiografia interproximal de 1 a 3 anos em pacientes com alto risco de cárie.
Quando selar: quanto tempo dura? A eficiência do selante depende da utilização correta da técnica, do controle da contaminação salivar, do acompanhamento e da reaplicação quando necessário com CIV.