O Shaper: Guia Técnico da Plaina Limadora

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O Shaper (Plaina Limadora)

A Plaina Limadora, também conhecida como Shaper, é uma máquina-ferramenta equipada com uma lâmina ou ferramenta de corte de movimento retilíneo alternativo. Durante o processo, o cavaco é removido da peça que está posicionada na mesa da máquina.

Componentes e Estrutura

  • Carcaça (Corpo): Parte principal da máquina que abriga os mecanismos de corte e de avanço. É fabricada em material fundido e possui guias horizontais e verticais para o movimento do cabeçote e do deslize vertical.
  • Cabeçote: Movimenta-se pelas guias horizontais da bancada de forma alternativa, realizando o movimento retilíneo.
  • Carro de Inclinação: Repousa sobre a parte frontal do cabeçote e pode girar horizontalmente. Na sua face, encontram-se as guias verticais que incluem o suporte de ferramentas.
  • Carrinho Vertical (Deslize): Desliza pelas guias do carro de inclinação vertical e serve para regular a profundidade de corte.
  • Garfo (Fork): Ligado por um parafuso ao slide vertical, pode ser girado para a execução de pistas de usinagem.
  • Batedor (Clapper Box): É a placa oscilante em torno de um eixo que suporta a ferramenta. Localizado na parte inferior do garfo, mantém a ferramenta em posição vertical; o curso de retorno é feito por inércia.
  • Torreta: Local onde a ferramenta é fixada com um parafuso.
  • Mesa: Local onde as peças são montadas. Ela desliza nas guias horizontais e verticais, de forma manual ou através do carro de corte automático.

Mecanismos de Movimento

O movimento rotativo é transformado em retilíneo através de um mecanismo oscilante de manivela e deslize, alojado no interior da base.

  • Variação do comprimento do curso: Para aumentar ou diminuir o curso, varia-se o raio da manivela através das alavancas.
  • Variação da posição do cabeçote: Ajustada por uma alavanca no cabeçote. Após o afrouxamento, o cabeçote é levado à posição desejada com o volante.
  • Movimento de avanço: Um mecanismo de roda possui uma manivela ajustável que a torna excêntrica. Para aumentar ou diminuir o avanço, a haste move um mecanismo de catraca preso ao eixo da mesa.
  • Profundidade de corte: É determinada pela inclinação do eixo do carro.

Fixação de Peças e Ferramentas

Grampos de fixação: Utilizados para prender peças paralelas, médias e pequenas. A precisão do trabalho depende do paralelismo entre a superfície de assentamento e a mandíbula.

  • Morsa (Fixa ou Giratória): Pode girar em torno de um eixo vertical para assumir qualquer posição. O ângulo de rotação é controlado por um limbo graduado em 360º.
  • Riscador: Realizado na torreta ou movendo o cabeçote/mesa para verificar o alinhamento da ponta ao longo da peça.
  • Suporte: Realizado na morsa, verificando-se a quadratura com guias de comparação vertical.
  • Fixação de peças altas: Se as peças forem mais altas que os grampos, são fixadas diretamente ao assento superior. Para alturas menores, utilizam-se suplementos.
  • Fixação com Bridas (Flanges): As bridas devem fixar as laterais da peça para que esta descanse sobre a mesa. Calços ou parafusos devem ser utilizados como cunhas, e os blocos devem ter uma altura ligeiramente superior (1 ou 2 mm) à da peça.

Anexando as ferramentas: Se forem robustas, podem ser ligadas diretamente à torreta. Para seções menores (8, 10 ou 12 mm), deve-se utilizar um porta-ferramentas, sempre o mais curto possível para reduzir o estresse de dobra.

Posicionamento de Superfícies

  • Superfícies Horizontais: O apoio e a ferramenta devem ser posicionados verticalmente.
  • Superfícies Verticais: A ferramenta e o suporte devem ficar encostados à superfície a trabalhar para que, no retorno, a lâmina não esfregue na face vertical.
  • Planejamento de Inclinação: A inclinação do carro deve ter o mesmo ângulo que a superfície a ser usinada, mantendo a ferramenta encostada a esta superfície.

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