Sigmund Freud: A Teoria Psicanalítica e o Inconsciente

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Sigmund Freud

Palavra-chave: O inconsciente é o conjunto de processos psíquicos que escapam ao âmbito da consciência, mas que têm efeitos dinâmicos sobre o comportamento e os pensamentos do indivíduo. Segundo Freud, o inconsciente é uma dimensão do psiquismo humano onde permanecem os processos, as ideias e os sentimentos que não podem ser trazidos voluntariamente à consciência.

Freud começou por observar que certos pacientes apresentavam sintomas de cegueira, paralisia ou dor, mas não tinham qualquer doença física ou lesão. Seriam então causas psicológicas? Como os sintomas não eram produzidos conscientemente (voluntariamente), as causas estariam fora da consciência. Daí o estudo do inconsciente.

Freud iniciou a sua prática clínica antes dos 30 anos, recorrendo inicialmente à hipnose. Mais tarde, abandonou-a; alguns dizem que por não ser um "expert" na matéria, outros que se afastou para dar mais credibilidade aos seus estudos. Freud entendia que toda a hipnose é auto-hipnose, ocorrendo pelo voluntarismo do sujeito. Assim, a configuração do consultório, as cores das paredes, os objetos e a figura austera de Freud contribuíam para este processo.

A 1ª Conceção Psicanalítica (Iceberg)

  • Parte emersa (consciente): Noções, ideias, lembranças e imagens que o sujeito convoca voluntariamente.
  • Parte submersa (inconsciente): Instintos, pulsões e desejos socialmente inaceitáveis que forçam a manifestação.

No inconsciente, estão presentes duas categorias: Eros (instinto de vida, presente nas necessidades básicas como alimentação e sexo) e Thanatos (instinto de morte, presente em comportamentos de defesa que implicam agressão e destruição).

A 2ª Conceção Psicanalítica da Mente: Id, Superego e Ego

  • Id: Componente básica e primitiva, totalmente inconsciente. Age segundo o princípio do prazer, desenvolvendo impulsos ligados à fome, sede, sexualidade e agressão.
  • Superego: Forma-se a partir da interiorização de valores, regras e proibições (sociais e morais). Opõe-se ao Id, atuando como um guardião da moral que recalca pulsões inaceitáveis.
  • Ego: Surge do impacto entre o Id e a realidade. Opera segundo o princípio da realidade, moderando a impulsividade do Id e mediando as exigências do Superego.

A libido é, para Freud, a força ativadora do comportamento humano, uma energia psíquica proveniente do Id.

Mecanismos de Defesa do Eu

As pressões contrárias (Id, Superego e Ego) geram conflito e ansiedade, levando à criação de mecanismos de defesa:

  • Sublimação: Transformação de impulsos em atividades socialmente aceites (ex: um pirómano que se torna bombeiro).
  • Recalcamento: Esquecimento motivado e seletivo de experiências traumáticas. É um processo normal e indispensável ao equilíbrio, tornando-se prejudicial apenas quando ultrapassa certos limites, originando comportamentos neuróticos.
  • Regressão: Retorno a comportamentos anteriores (ex: uma criança que volta a usar chupeta após o nascimento de um irmão).
  • Racionalização: Busca de justificações racionais para entender o sofrimento pessoal.

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