Soberania e Direito Internacional: Uma Perspectiva Atual
Classificado em Ciências Sociais
Escrito em em
português com um tamanho de 2,82 KB
Soberania e a Evolução do Direito Internacional
Ainda outrora conhecida como um tipo importante para a análise dos sujeitos no Direito Internacional Público clássico, a soberania assumiu progressivamente um sentido formal característico à própria natureza do Estado, considerando sua área de atividade no chamado “domínio reservado”, ou seja, a jurisdição doméstica de cada ente.
Jurisdição Doméstica e Soberania
Mesmo em uma concepção socialista do Direito Internacional, defendida pelos países do grupo soviético no decorrer da Guerra Fria, a jurisdição doméstica não implica a ideia de soberania absoluta, pois, se assim fosse, perderia o sentido diante da evolução dinâmica entre os membros da sociedade internacional.
A Visão de Savigny e o Direito Internacional Privado
Segundo Savigny, as leis de cada Estado estão em igualdade formal, na medida em que a soberania do Estado é vista como o poder de decisão em última instância (através da criação e da aplicação de suas leis e pelo monopólio do uso da força em seu território). Cabe ao Direito Internacional Privado apontar a norma da “comunidade de Direito” aplicável ao caso, seguindo o elemento de conexão de cada espécie de relação intersistemática, conforme determinado pelo ordenamento local.
Globalização e a Nova Ordem Internacional
Mesmo que a referência ao termo não esteja isenta de críticas, o fenômeno da globalização — com a correlata expansão do comércio internacional e dos fluxos de capital, potencializados pelos avanços na informática e telecomunicações — impõe uma complexa agenda aos Estados na Novíssima Ordem Internacional.
Desafios Contemporâneos
- Integração Econômica: O ocaso dos antigos paradigmas estatais frente ao neoliberalismo.
- Nacionalismos: O ressurgimento de políticas locais, isolamento e intolerância em regiões empobrecidas.
É preciso que os países se conscientizem da conjuntura mundial de interdependência e da necessidade de coordenação de esforços para soluções efetivas, visto que estratégias isoladas tendem ao fracasso.
O Legado dos Juristas
O fenômeno da “globalização” não pode ser invocado como uma “pedra filosofal” que justifica, sozinha, a importância do Direito Internacional Privado. Não se pode olvidar o inestimável legado de juristas como:
- Bártolo de Saxoferato;
- Joseph Story;
- Friedrich von Savigny;
- Pasquale Mancini.
Eles já trabalhavam, há muito tempo, com as repercussões do fenômeno da estraneidade nas relações jurídicas. O Direito Internacional Contemporâneo exige, portanto, uma perspectiva convergente entre o público e o privado.