Sociologia: Das Origens ao Clima Organizacional

Psicologia e sociologia7,09 KB

Surgimento da Sociologia

A sociologia nasce no contexto da Revolução Industrial na Europa Ocidental, quando a reflexão sobre as organizações humanas passou a incluir um sentido comparativo entre as sociedades civilizadas.

Trata-se da passagem do Iluminismo para a sociedade capitalista, movimento, aliás, coincidente com a Revolução Francesa.

As bases de um discurso não são mais simplesmente filosóficas ou apenas históricas, mas de natureza quase sociográfica sobre as formas de organização social e as instituições criadas pelos homens para regular as relações entre eles.

Antes desse marco, alguns “estatísticos” tinham começado a coletar dados sobre a vida dos homens em sociedade: nascimento, morte, trabalho, criminalidade, ocupações profissionais, etc. Outros, preocupados com a amplitude do sofrimento humano — naturalmente existente ou provocado pelos próprios homens — e as desigualdades existentes (algumas aprofundadas nessa mesma época), dedicaram-se a preconizar grandes projetos de reforma das sociedades tradicionais, ou em transição para o sistema fabril capitalista, em função de projetos algo utópicos que também se situam nas origens das doutrinas socialistas.

A influência da “biologia social” sobre essa disciplina ainda é muito forte, pois a sociedade é pensada como um corpo orgânico, cujos “membros” (os homens) precisam cumprir certas funções para o maior benefício do todo. A intenção seria a de construir a “paz social”, algo violentamente negado por Marx e seus seguidores, que veem no princípio da luta de classes o motor da história.

Um reformista social: Auguste Comte

Auguste Comte se vangloriava de ter libertado a análise da sociedade de suas origens filosóficas, dando-lhe status de ciência, ou de “filosofia positiva”, como ele preferia dizer. Ele vê essa passagem da religião para a metafísica e daí para a ciência positiva como um movimento ascensional, em direção a mais ordem e mais progresso para o homem em sociedade. Ele também é um reformista social, mas pretende que seu trabalho corresponda à verdadeira essência da sociedade moderna, enfim liberta das névoas do misticismo feudal e da metafísica dos antigos.

Um reformista radical com ares de revolucionário: Karl Marx

Um outro aspecto foi mais importante tanto na obra de Marx como no destino ulterior do movimento socialista que ele ajudou a fundar: a recusa do mercado como elemento mediador das relações sociais e das próprias realidades econômicas. Marx tinha uma concepção extremamente negativa a respeito do mercado, terreno no qual ele via a predominância dos mais fortes e a espoliação dos mais fracos.

Esse tipo de reação foi provavelmente despertada pela sua análise — presente em seus primeiros escritos e na sua obra máxima, O Capital — do fenômeno do fechamento das terras públicas aos camponeses pobres, o que fez surgir a grande propriedade de um lado e a mão de obra disponível para o sistema manufatureiro de outro.

Um pensador sistemático: Max Weber

As ciências sociais deveriam sempre buscar aproximar-se do ideal de compreender o mundo, sem que se tivesse, entretanto, a ilusão de compreendê-lo em sua totalidade, inclusive por uma questão de cunho prático: o problema dos valores do pesquisador, que interferem na sua maneira de ver o seu objeto de análise.

Um funcionalista prático: Émile Durkheim

Ele rejeitava as explicações de tipo individual ou psicológico para expor um fenômeno básico da vida em sociedade: a crescente integração entre os atores sociais, a despeito do declínio dos valores religiosos e dos laços de solidariedade (típicos das comunidades menores). A divisão social do trabalho, no entanto, não é apenas encontrada nas sociedades complexas: ela já existe nas sociedades primitivas, mas assume aqui a forma de divisão sexual do trabalho.

A obra de Durkheim continuou a marcar e a influenciar as teorias sociológicas modernas, talvez mais pelo lado do método do que pela vertente de suas interpretações, que podem ter sido influenciadas pela época, com sua forte ênfase na organicidade, na anomia, na patologia e nos princípios morais e valores religiosos.

Cultura Organizacional

É a soma das ideias, das práticas e dos objetos materiais compartilhados que as pessoas usam para se adaptar aos seus ambientes.

Cultura de Massas

É aquela transmitida e difundida pelos meios de comunicação de massa e é normalmente associada às sociedades modernas. Tende a ser consumida por todas as classes.

Ritos de Passagem

São cerimônias culturais que marcam a transição de um estágio da vida para outro ou da vida para a morte. Podemos citar:

  • Batismo
  • Primeira comunhão
  • Crisma
  • Casamento
  • Funeral

Tabus

Os tabus são criados por convenções sociais, religiosas e culturais. São meios de preservar os bons costumes da sociedade, limitando a prática de determinados atos ou evitando falar de assuntos polêmicos. Quando alguém viola um tabu, provoca repulsa na sociedade e a punição é severa.

Exemplos: Os tabus estão relacionados à linguagem, em que há proibição de pronunciar palavrões e outros nomes imundos (por exemplo, diabo); os comuns tabus ao sexo, considerados pecados religiosos; ou mesmo às restrições alimentares (comer carne humana ou de determinados animais, sangue, etc.).

Clima Organizacional

É um fenômeno resultante da interação dos elementos da cultura. O clima é resultante de variáveis culturais — quando estas são alteradas, ocasionam alteração no clima.

  • Os Preceitos: Hierarquia, conjunto de valores e regulamentos que regem a vida organizacional.
  • A Tecnologia: Conjunto de instrumentos e processos utilizados no trabalho, inclusive em suas relações com o ambiente externo.
  • O Caráter: É o conjunto de manifestações afetivo-espontâneas dos indivíduos que compõem a organização.

Conclusão

Portanto, o Clima Organizacional é mais uma ferramenta disponível para utilização pelo administrador no processo organizacional e administrativo das empresas. Essa ferramenta, bem utilizada, possibilita à direção das empresas detectar fatores, procedimentos adotados e problemas de relacionamento hierárquico que não são bem aceitos pelos seus colaboradores diretos, o que pode representar pontos de atrito e estrangulamento no processo organizacional, relacional e evolutivo das empresas.

Pesquisa de Clima

É fundamental porque cria uma base de informações, identifica e compreende os aspectos positivos e negativos que impactam no clima e orienta a definição de planos de ação para melhoria do clima organizacional e, consequentemente, da produtividade da empresa.

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