Taylorismo, Fordismo e a Primeira República Portuguesa

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Caracterização do Taylorismo

O Taylorismo é um sistema de organização de trabalho proposto por Frederick Taylor. Baseia-se na racionalização do trabalho, em que o operário deve executar apenas uma única tarefa, evitando perdas de tempo.

Caracterização do Fordismo

O Fordismo é o modelo de organização de trabalho proposto por Henry Ford na sua fábrica de automóveis. Como consequência, Henry Ford introduz a linha de montagem, originando assim o trabalho em cadeia que permite o trabalho em série/massa (produz-se em grande escala). Surge também a estandardização através da uniformização de modelos.

Vantagens do Fordismo

  • Produção em cadeia/massa ou série;
  • Baixa o tempo de fabrico e os custos de produção e de venda;
  • Conduziu a um aumento de salários e ao surgimento da sociedade de consumo.

Desvantagens do Fordismo

  • O operário é transformado numa máquina, sujeito a uma rotina extenuante;
  • É um mero executor de tarefas;
  • Esta situação origina consequências negativas a nível de comportamentos e desequilíbrios psicológicos.

Dificuldades da Monarquia (1890-1910) e Situação Económica

A crise económica e financeira caracterizou-se pela falência de bancos e de empresas, aumento da dívida pública, desvalorização da moeda e consequente inflação, aumento de impostos, graves condições de vida da população e aumento do desemprego.

Crescimento do Partido Republicano

As dificuldades da monarquia beneficiaram o clima de descontentamento, favorecendo o crescimento do Partido Republicano. As principais ideias defendidas eram a descentralização política e económica e a dinamização do poder. Teve como adeptos e difusores: Teófilo Braga, Ramalho Ortigão, Sampaio Bruno e Guerra Junqueiro.

O Ultimato Inglês e o Regicídio

Face ao Ultimato Inglês, a monarquia sentiu-se humilhada por Portugal ter cedido facilmente aos ingleses os territórios que estes exigiam. Este facto veio contribuir para a primeira tentativa de derrube da monarquia e implantação da república, em 31 de janeiro de 1891, no Porto, que acabou por falhar. Contudo, constituiu um importante momento de afirmação da vontade de mudança dos destinos políticos do país. O Regicídio acontece quando há o assassinato do rei; neste caso, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, foram assassinados em Lisboa.

A Implantação da 1.ª República em Portugal

A implantação da república deu-se a 5 de outubro de 1910. A revolução triunfou, sobretudo pela ação de militares de baixa patente, como sargentos e alferes, e civis de classe média, seguindo-se a implantação da república no resto do país sem oposição.

A Constituição de 1911

A Constituição de 1911 estabeleceu o regime de governo provisório, presidido por Teófilo Braga. Os poderes dividiam-se em:

  • Poder Executivo: tanto o Governo como o Presidente da República eram responsáveis politicamente perante o Parlamento.
  • Poder Legislativo: estava a cargo da Câmara dos Deputados e do Senado.
  • Poder Judicial: o poder era concedido aos tribunais.

Instabilidade Política e Medidas Republicanas

A 1.ª República caracterizou-se pela grande instabilidade política que culminou com o seu fracasso. Durante esta fase, Portugal teve 45 governos, 8 presidentes e, nas sessões do parlamento, era visível essa instabilidade nas ocorrências de pancadaria. O Partido Republicano desagregou-se em novos partidos rivais.

Principais Realizações e Símbolos

As medidas tomadas incluíram alguma modernização da produção agrícola, a introdução da nova moeda (o Escudo), um novo hino nacional ("A Portuguesa") e uma nova bandeira. Os republicanos procederam rapidamente à substituição dos símbolos da monarquia.

Ação a Nível Social e Educativo

  • Leis da Família: igualdade dos cônjuges e igualdade entre filhos legítimos e ilegítimos.
  • Lei da Separação do Estado e da Igreja: proibição do ensino religioso nas escolas, expulsão das ordens religiosas e nacionalização das propriedades da Igreja.
  • Lei do Trabalho: direito à greve, proteção na doença e na velhice, e horário de trabalho semanal (48h).
  • Reformas Educativas: estabelecimento da escolaridade obrigatória entre os 7 e os 10 anos; criação de jardins-escolas; aumento do número de escolas primárias; reforma do ensino educativo; criação das Universidades de Lisboa e do Porto.

Dificuldades Económicas e Sociais

No ponto de vista económico-financeiro, os governos enfrentavam dificuldades como a produção agrícola deficitária e o atraso industrial face à Europa Ocidental. A entrada de Portugal na 1.ª Guerra Mundial agravou o défice da balança comercial. A desvalorização da moeda provocou inflação e perda de poder de compra. No ponto de vista social, embora o operariado tenha sido beneficiado com o direito à greve e assistência social, a instabilidade persistiu devido a revoltas sociais, greves, guerras civis e à falta de entendimento dentro do Partido Republicano.

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