Técnica da Bissetriz e Anatomia Radiográfica

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Técnica da Bissetriz e Anatomia Radiográfica

Técnica do Paralelismo (localizador longo) e Técnica da Bissetriz (localizador curto).

Técnica Periapical da Bissetriz: Detalhes Técnicos

1. Posição da Cabeça do Paciente

  • Plano Sagital Mediano: Divide a cabeça em lado esquerdo e direito. Deverá estar perpendicular ao plano horizontal.
  • Plano de Camper: Passa pelos pontos Pório e Espinha Nasal Anterior (internamente) e, externamente, é representado pela linha trágus-asa do nariz.
  • Maxila: Plano de Camper (linha que vai do trágus à asa do nariz) na horizontal e o Plano Sagital Mediano na perpendicular.
  • Mandíbula: Linha que vai do trágus à comissura labial na horizontal e o Plano Sagital Mediano na perpendicular.

2. Divisão da Arcada

Dividida em 14 regiões (7 superiores e 7 inferiores). Inicia-se pelos molares direitos da maxila até o lado oposto; em seguida, os molares inferiores do lado esquerdo até o lado direito.

3. Colocação do Filme na Boca

  • Lado ativo do filme voltado para a fonte de radiação.
  • A região deve ser centralizada.
  • O picote (ponto de identificação) voltado para a coroa dentária.
  • Para os dentes posteriores, o filme fica na horizontal; para os anteriores, na vertical.

4. Manutenção (Fixação) do Filme

  • Maxila: Utiliza-se o dedo polegar da mão do lado oposto ao que será radiografado, com os outros dedos apoiados na face (fazendo continência).
  • Mandíbula: Utiliza-se o dedo indicador da mão do lado oposto, com os dedos restantes dobrados e o polegar apoiado sob a mandíbula.

5. Pontos de Referência

Maxila:
  • Molares: Ponto de intersecção formado pela linha que passa 1 cm para trás do canto externo da órbita e o Plano de Camper. Obs: Borda mesial do filme na mesial do 2° pré-molar.
  • Pré-molares: Ponto de intersecção formado pela linha que parte do centro da pupila e o Plano de Camper. Obs: Borda mesial do filme na mesial do incisivo lateral.
  • Canino e Lateral: Na asa do nariz. Obs: Centralizado.
  • Incisivos Centrais: No ápice nasal. Obs: Centralizado.
Mandíbula:

O feixe central de raios X é direcionado para uma linha imaginária que passa meio centímetro acima da borda inferior da mandíbula, estando o localizador centralizado para a região a radiografar.

6. Ângulo de Incidência dos Raios X

Determina o tamanho da imagem; a inclinação do tubo de raios X evita distorções.

  • Ângulo Vertical: Dado pelo movimento vertical do tubo.
    • Feixe central perpendicular à bissetriz do ângulo formado pelo dente e pelo filme: imagem de tamanho normal.
    • Feixe central direcionado perpendicularmente ao longo eixo do filme: imagem encurtada.
    • Feixe central direcionado perpendicularmente ao longo eixo do dente: imagem alongada.
  • Ângulo Horizontal: Movimento horizontal do tubo. O feixe central deve ser paralelo às faces proximais dos dentes para evitar superposição.

7. Tempo de Exposição

Obs: Depende da sensibilidade do filme, quilovoltagem (kV) e miliamperagem (mA).

8. Processamento do Filme

Etapa final de revelação e fixação.

Efeitos da Radiação e Normas de Proteção

Medidores: Dosímetro de bolso, câmara de ionização e cristais termoluminescentes.

Normas de Proteção contra Radiação:

  1. Filmes mais sensíveis (reduzem a exposição em 40%).
  2. Processamento correto do filme: ao abrigo da luz, método tempo/temperatura, soluções limpas e processamento automático.
  3. Feixe de radiação: uso de filtros de alumínio e colimação.
  4. Uso de localizadores adequados.
  5. Marcadores de tempo precisos.
  6. Técnica radiográfica correta.
  7. Mantenedores de filme: dão estabilidade e dispensam a radiação desnecessária no dedo do paciente.
  8. Protetores para tireoide.
  9. Avental de borracha plumbífera (chumbo).
  10. Comunicação efetiva com o paciente.

Proteção do Operador:

Permanecer a pelo menos 2 metros da cabeça do paciente; nunca permanecer na direção do feixe de raios X; não segurar o filme na boca do paciente; não segurar o cabeçote do aparelho; utilizar biombos de chumbo.

Anatomia Radiográfica e Interpretação

Ordem decrescente de radiopacidade: Esmalte, cortical alveolar, dentina e cemento, osso alveolar de suporte, câmara coronária e condutos radiculares, espaço ocupado pela membrana periodontal.

Obs: Essencial para anatomia radiográfica, substrato básico, interpretação, diagnóstico e plano de tratamento.

Estruturas e Órgãos Dentários:

  • Hâmulo Pterigoideo: Imagem radiopaca em forma de gancho, situado posteriormente à tuberosidade da maxila.
  • Tuber da Maxila: Radiopacidade menor, íntima relação com o tecido molar; área menos resistente, especialmente com a extensão do seio maxilar; osso com espaços medulares maiores.
  • Processo Coronoide da Mandíbula: Imagem opaca de contornos nítidos e forma triangular; às vezes prejudica a interpretação do 3° molar.
  • Processo Zigomático da Maxila: Imagem radiopaca (área de forte condensação óssea) em forma de U ou V, relacionada ao 1° e 2° molares superiores.
  • Seio Maxilar: Área radiolúcida (maior seio paranasal), forma arredondada ou ovoide, próximo às raízes dos dentes, com contorno definido por uma linha radiopaca.
  • Extensão para o Rebordo Alveolar: Após exodontia do 1° molar, a área pode ser ocupada pelo seio; em desdentados, pode constituir o próprio rebordo.
  • Extensão para o Tuber da Maxila: Devido à variabilidade do 3° molar, pode debilitar totalmente essa região.
  • Extensão para a Região Anterior: Pode atingir até o incisivo lateral (raro), podendo causar confusão diagnóstica.
  • Y Invertido de Ennis: Formado pelo cruzamento da imagem do assoalho da fossa nasal com a parede anterior do seio maxilar.
  • Fossas Nasais: Acima dos ápices dos incisivos; duas imagens radiolúcidas simétricas separadas pelo septo nasal.
  • Septo Nasal: Estrutura radiopaca osteocartilaginosa que separa as fossas nasais.
  • Cornetas Nasais Inferiores: Estruturas radiopacas que aparecem lateralmente nas áreas radiolúcidas das fossas nasais.
  • Espinha Nasal Anterior: Crista radiopaca superposta ao forame incisivo na linha mediana.
  • Canais e Forame Incisivo: Iniciam no assoalho da fossa nasal e unem-se entre os incisivos centrais. O forame surge como uma imagem radiolúcida oval.
  • Sutura Intermaxilar: Linha radiolúcida entre os incisivos centrais; visível em pacientes jovens, não deve ser confundida com fratura.

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