Teias Alimentares e Comunidades Aquáticas: Um Guia
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Teias Alimentares
O mundo real é muito mais complexo do que uma simples cadeia alimentar. Embora muitos animais tenham dietas especializadas, como os tamanduás, na maioria dos casos isso não ocorre. Cobras não limitam suas dietas a sapos, e rãs não comem apenas formigas pretas. Todo ser vivo se alimenta de diferentes tipos de presas que, por sua vez, são vítimas de predadores distintos. Além disso, alguns organismos (como ratos e aves) incluem plantas e animais em suas dietas.
Isso determina que, em um ecossistema, a formação de redes alimentares inclua muitas cadeias e um grande número de espécies de produtores, consumidores e decompositores. A única maneira de desvendar essas conexões é seguir o curso de uma corrente que remonta à sua origem (produtores). Em suma, todas as cadeias alimentares que possuem vínculos comuns formam uma teia alimentar.
Embora esse tipo de fluxo seja importante, na natureza são mais comuns as cadeias alimentares baseadas em detritos, que têm os decompositores como base.
Comunidades Aquáticas
O ambiente marinho ocupa 70% do planeta. O oceano oferece aos seus habitantes condições quase constantes, com pouca variação de temperatura e salinidade. Os seres vivos marinhos podem nadar ativamente, descansar no fundo ou ser levados pelas correntes. Esses estilos de vida são classificados como:
- Nécton: Animais nadadores de águas rasas ou profundas, capazes de vencer a correnteza (ex: cavala, tubarão, baleia).
- Bentos: Conjunto de animais e plantas que vivem no fundo, repousando sobre um substrato sólido (ex: algas, moluscos, caranguejos e mexilhões).
- Plâncton: Grupo de organismos microscópicos que vivem flutuando ou em suspensão. Deslocam-se passivamente, arrastados pela água. Divide-se em fitoplâncton (vegetal) e zooplâncton (animal).
Cadeias Alimentares Aquáticas
O plâncton marinho é a base da vida oceânica. As algas microscópicas (fitoplâncton) são os produtores primários, enquanto o zooplâncton representa os consumidores de primeira ordem. Estes servem de alimento para pequenos peixes e crustáceos (consumidores secundários), que alimentam predadores maiores, aves e mamíferos aquáticos (consumidores terciários).