A Teoria das Ideias de Platão: Realidade e Conhecimento
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A estrutura da realidade (Teoria das Ideias) explica o "Ser" afirmando a existência de dois mundos ou realidades distintas: as coisas físicas (sensíveis, específicas, mutantes e imperfeitas, uma pseudorrealidade) e a verdadeira realidade, constituída por modelos universais perfeitos, as "Ideias", formando o mundo "inteligível" e "transcendente" ao físico.
O Mundo Inteligível é o real e verdadeiro ser da realidade. São entidades independentes do mental, realidades objetivas que validam os conceitos universais conhecidos e manifestados linguisticamente; definições que são o próprio objeto do conhecimento genuíno da Razão. A Ideia suprema é a causa final para a qual tudo tende.
A Ideia, como eidos, é:
- a. Ontologicamente considerada: a verdadeira realidade, que possui uma existência independente da consciência do sujeito do conhecimento.
- b. Epistemologicamente: o verdadeiro objeto do conhecimento racional por ser universal.
- c. Natureza regulamentar: possui importância na regulamentação ética.
Após Platão reconhecer o mundo físico como uma espécie de realidade, ou pseudorrealidade, a Physis ou natureza, como arché, deixou de ser o problema central. A teoria das ideias apresenta os seguintes desafios:
- Como relacionar o mundo das ideias e o mundo empírico: A teoria da "participação" atua como a fundação e a estrutura ontológica inteligível do físico. Argumenta-se que, no caso em que as coisas "compartilham ideias", elas pertencem ao mundo físico, sendo a ideia imanente nele. O dualismo da realidade justifica-se porque os conceitos universais e objetivos dão validade ao saber autêntico apenas se existirem realidades desses conceitos como "conteúdo objetivo". Estas realidades são as "Ideias", diferentes e superiores à realidade física, que contribui apenas com aparências, mutabilidade e particularidade.
- Como as ideias se relacionam entre si: A teoria do pluralismo ontológico apresenta ideias que buscam uma certa unificação da realidade. Na obra A República, há uma concepção ética e matemática das ideias. A Ideia de Bem surge como a causa final. Em seu período crítico, a função unificadora no mundo das ideias é desempenhada por cinco conceitos fundamentais: ser, movimento, repouso, o mesmo e o outro.