Teoria do Impulso e a Psicologia da Motivação
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Teoria do Impulso
Em substituição do conceito de instinto, surge o impulso para explicar toda a ação da motivação. Ainda assim mecanizados, foca leis simples e universais de funcionamento físico e psicológico.
Baseiam-se no princípio homeostático (equilíbrio): o ser humano busca o equilíbrio do organismo para sobreviver. Em caso de desequilíbrio, há mecanismos reguladores automaticamente ativados.
Hull e o Impulso
Hull propõe o funcionamento mecânico do corpo com base na energia. Manter o equilíbrio interno necessário depende da satisfação das necessidades básicas: alimento, descanso, atividade sexual, etc. Quando não satisfeitas, o corpo fica num estado de tensão/impulso que é fonte de energia.
O impulso e a energia aumentam a intensidade quanto mais intensas forem as necessidades. Quando satisfeita a necessidade, é eliminada a tensão e reposto o equilíbrio para uma sensação de bem-estar e satisfação.
O impulso inespecífico aumenta a probabilidade de qualquer ação, não dirigindo para a ação específica capaz de satisfazer a necessidade. Hull introduz os conceitos de hábito e incentivo para explicar a orientação do comportamento e o impulso motivacional num sentido capaz de satisfazer a necessidade:
- Hábitos: aprendizagem condicionada; associação estímulo-resposta entre a necessidade e a sua satisfação.
O comportamento é a interação impulso-hábito-incentivo.
Lewin e o Espaço Vital
A motivação ocorre em função da interação indivíduo-meio. São determinantes as características do indivíduo e a perceção da situação. A realidade pessoal e as suas necessidades estão incluídas no "espaço pessoal" e no "espaço do meio" (meio que satisfaz as necessidades).
Teoria da Motivação para a Realização
McClelland e Atkinson focam no motivo para o sucesso e para evitar o fracasso. Contributos da teoria da motivação para a realização:
- Reconhece-se a motivação como a procura de concretização de objetivos, ultrapassando as questões homeostáticas e mecanicistas que se centram na resolução da tensão e desequilíbrio através do papel ativo do indivíduo.
- Destaque à cognição e afetos.
- Menos teorias universais e maior compreensão das diferenças individuais.
Esta abordagem é muito focada em realizações concretas no presente, dando pouca importância a influências passadas e perspetivas futuras.