A Teoria Kantiana do Conhecimento: Uma Análise

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A Teoria Kantiana do Conhecimento

O transcendentalismo de Kant apresenta-o como um filósofo iluminista. Sua obra é dividida em dois períodos:

  • Pré-crítico: trabalhos anteriores à Crítica da Razão Pura.
  • Crítico: as obras posteriores.

No contexto em que Kant se desenvolve, ele é influenciado pelo desenvolvimento sociopolítico da educação pietista (ramo do protestantismo), pela ética de trabalho, pelo método de Newton, pela tradição empírica de Hume, pelo racionalismo alemão e pelos escritos pedagógicos de Rousseau.

A Crítica da Razão Pura de Kant tenta criar uma alternativa ao ceticismo e ao dogmatismo. Kant defende uma teoria anticética, pois o ceticismo universal tornaria o conhecimento necessário impossível e, consequentemente, inviabilizaria a ciência de Newton. Kant também apresenta a impossibilidade da metafísica como ciência, pois ela exclui o conhecimento sensível e, segundo o autor, não pode haver conhecimento sem experiência. Contudo, sua posição não é puramente empirista nem racionalista, mas uma síntese de ambos.

Sua epistemologia é denominada crítica ou transcendental. O termo "transcendental" refere-se a tudo o que diz respeito ao conhecimento dos objetos e à forma como os alcançamos. O transcendentalismo é uma concepção da filosofia moderna que a define não como uma ciência, mas como uma atitude crítica que integra outras ciências. A filosofia investiga as condições de possibilidade do conhecimento, ou seja, as perspectivas de um conhecimento universal e necessário.

A novidade de Kant reside na forma como aborda o problema do conhecimento, considerando as condições de possibilidade lógica e formal, referindo-se a um sujeito do conhecimento transcendental. O foco de Kant é compreender a relação entre a experiência e o conhecimento objetivo. Deve-se acrescentar que Kant é um fundamentalista, assim como Descartes e Hume, pois sua teoria visa estabelecer as bases do conhecimento verdadeiro. Ele é um realista ontológico, pois acredita na possibilidade de uma compreensão objetiva do mundo.

Kant afirma que todo conhecimento começa com a experiência, mas nem tudo provém dela. A experiência é o ponto de partida, e a razão é a condição de possibilidade do conhecimento. O elemento racional é um conhecimento a priori. Para um conhecimento rigoroso (como o de Newton), existem três elementos possíveis: um elemento a priori, a priori puro e empírico.

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