Teoria Neoclássica: Administração por Objetivos (APO)

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Teoria Neoclássica: Segundo Peter Drucker, a Administração por Objetivos (APO) promove o deslocamento da atenção das atividades-meio para os objetivos e finalidades. Ocorre a troca do "como administrar" para o "por que" e "para que" administrar, focando na busca da eficácia e da descentralização.

Características:

  • Fixação de objetivos estratégicos entre o executivo e seus superiores;
  • Fixação de objetivos táticos para cada departamento ou cargo;
  • Interligação entre os objetivos táticos;
  • Ênfase na mensuração e controle dos resultados;
  • Contínua avaliação, reavaliação e reciclagem dos planos;
  • Participação atuante das gerências.

Os objetivos devem:

  • Proporcionar uma diretriz e o trabalho em equipe;
  • Melhorar a visão de futuro;
  • Servir de base para evitar erros;
  • Servir como critérios para a distribuição de recursos.

Critérios de fixação: Competitividade, criatividade e inovação, produtividade, eficiência e qualidade, rentabilidade, responsabilidade social e pública, e satisfação do cliente.

Hierarquia dos Objetivos:

  • Objetivos estratégicos: Longo prazo, abrangem a organização como um todo;
  • Objetivos táticos: Médio prazo, focados nos departamentos;
  • Objetivos operacionais: Curto prazo, voltados para atividades locais.

Estratégia: Envolve a organização como um todo; é um meio para alcançar objetivos organizacionais; é orientada para o longo prazo; e é decidida no nível institucional da organização.

Tática: Refere-se a cada departamento ou unidade; é um meio para alcançar objetivos departamentais; é orientada para o médio ou curto prazo; e é definida no nível intermediário por cada gerente ou unidade da organização.

Fases do Planejamento Estratégico: Formulação dos objetivos, análise interna da empresa, análise externa do ambiente e formulação das alternativas estratégicas.

Ciclo da APO: Formulação consensual dos objetivos, disponibilidade dos meios, cobrança dos resultados, subordinado cobra os meios e recursos, avaliação conjunta e periódica, e reciclagem do processo.

Benefícios:

  • Aclaramento dos objetivos;
  • Melhoria do planejamento;
  • Padrões claros para controle;
  • Aumento da motivação do pessoal;
  • Avaliação mais objetiva;
  • Melhoria do moral.

Problemas: Coerção sobre subordinados, aprovação de objetivos incompatíveis, papelório em excesso, focalização nos resultados mais facilmente mensuráveis em detrimento dos resultados mais importantes, e perseguição rígida de objetivos que poderiam ser abandonados.

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