Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo

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Cada país deve se especializar na produção de bens em que seja relativamente ou comparativamente mais eficiente.

Teoria dos Custos Comparados: Analisa os custos de produção dentro de um país, levando em consideração os custos de produção de outro país.

Produto/HoraBrasilAlemanha
Sapato15
Bolsa46

A vantagem comparativa é baseada na fraqueza: o Brasil produz menos bolsas que a Alemanha, mas o Brasil produz muito menos sapatos. Então, a Alemanha se especializa na produção de sapatos, e o Brasil se especializa na produção de bolsas.

O país se torna mais eficiente quando ele produz com um menor custo de oportunidade de um determinado produto (especialização). E o país importa aqueles produtos que possuam maior custo de oportunidade.

Também leva em consideração, como único fator de produção, o trabalho, ou a produtividade do trabalho. Diferentemente da Teoria das Vantagens Absolutas, que independe das condições de produção.

  • Não considera a existência de economia de escala.
  • Não considera os efeitos do comércio sobre a distribuição de renda.
  1. No modelo Ricardiano, o modelo mais simples mostra como as diferenças entre países dão origem ao comércio e aos ganhos de comércio. Nesse modelo, a mão de obra é o único fator de produção, e os países diferem apenas na produtividade do trabalho em diferentes indústrias.
  2. No modelo ricardiano, os países exportarão mercadorias que sua mão de obra produz de modo relativamente eficiente e importarão as que sua mão de obra produz de modo relativamente ineficiente. Em outras palavras, o padrão de produção de um país é determinado pela vantagem comparativa.
  3. Podemos mostrar que o comércio beneficia um país de duas maneiras:
    • Primeiro, podemos pensar no comércio como um método indireto de produção. Em vez de produzir um bem por si só, um país pode produzir outro bem e trocá-lo pelo bem desejado. O modelo simples mostra que sempre que um bem é importado, deve ser verdade que essa “produção” indireta requer menos trabalho do que a direta.
    • Segundo, podemos demonstrar que o comércio amplia as possibilidades de consumo do país, o que implica ganhos a partir do comércio.
  4. A distribuição dos ganhos do comércio depende dos preços relativos das mercadorias que os países produzem. Para determinar esses preços relativos, é necessário olhar para a oferta mundial relativa e a demanda de mercadorias. O preço relativo implica também uma taxa salarial relativa.
  5. A proposição de que o comércio é benéfico é desqualificada. Ou seja, não há nenhuma exigência de que um país seja “competitivo” ou que o comércio seja “justo”. Em particular, podemos demonstrar que três crenças comumente presentes sobre o comércio estão erradas:
    • Um país ganha com o comércio, mesmo que tenha menor produtividade do que seu parceiro comercial em todas as indústrias.
    • O comércio é benéfico, mesmo que as indústrias estrangeiras sejam competitivas apenas por causa de baixos salários.
    • O comércio é benéfico, mesmo que as exportações de um país exijam mais mão de obra do que suas importações.
  6. Estender o modelo de um fator e duas mercadorias para um mundo de muitas commodities não altera essas conclusões. A única diferença é que se torna necessário focar diretamente na demanda relativa por mão de obra para determinar os salários relativos, em vez de trabalhar por meio da demanda relativa por bens. Além disso, um modelo de muitas commodities pode ser usado para ilustrar o ponto importante de que os custos de transporte podem dar origem a uma situação em que alguns bens são não comercializáveis.
  7. Embora algumas das previsões do modelo ricardiano sejam claramente irrealistas, sua previsão básica — os países tendem a exportar bens nos quais eles têm produtividade relativamente alta — foi confirmada por vários estudos.

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