Teorias da Administração Moderna

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Teoria Neoclássica da Administração

A abordagem neoclássica nada mais é do que a redenção da Teoria Clássica, devidamente atualizada e redimensionada aos problemas administrativos atuais e ao tamanho das organizações de hoje. A Teoria Neoclássica surgiu da necessidade de se utilizarem os conceitos válidos e relevantes da Teoria Clássica, expurgando-os dos exageros e distorções típicos de qualquer teoria pioneira e condensando-os com outros conceitos igualmente válidos e relevantes oferecidos por outras teorias administrativas ao longo das três últimas décadas.

A Teoria Neoclássica pode ser identificada através de algumas características marcantes:

  • A ênfase na parte prática da Administração;
  • A reafirmação relativa (e não absoluta) dos postulados clássicos;
  • A ênfase nos princípios clássicos de Administração;
  • A ênfase nos resultados e objetivos;
  • O ecletismo aberto e receptivo.

Teoria dos Sistemas

A Teoria dos Sistemas possui como principal característica a visão de que os sistemas interagem entre si, sendo que a falha nesta interação ocasiona uma modificação. Segundo Kurcgant (1991, p. 11), "foi desenvolvida em 1960 e fundamentou-se em três premissas básicas: os sistemas existem dentro de sistemas; os sistemas são abertos; e as funções de um sistema dependem de sua estrutura."

As organizações constituem-se como um sistema inserido em um meio ambiente onde existem recursos para o desenvolvimento da atividade proposta e, consequentemente, dos resultados almejados. Os elementos fundamentais para a realização do objetivo da empresa são:

  • A entrada;
  • Os processos;
  • As saídas.

Cada um desses elementos sofre influências do meio ambiente, provocando mudanças e afetando, com isso, o sistema como um todo.

Teoria Contingencial

Nesta teoria, enfatiza-se o fato de o ambiente externo ocasionar as modificações de estruturação e organização de uma empresa. Também se enfoca a tecnologia como um alicerce que influencia nos resultados da empresa. A empresa deve ser ajustada e adaptada ao ambiente e à tecnologia, assim como seus processos regulamentadores, como meio de se manter ativa e eficiente.

Segundo Matos e Pires (2006, p. 510): "[...] este modelo, dotado de grande flexibilidade, descentralização e desburocratização, é colocado como opção para ambientes em constante mutação e condições instáveis, contrapondo-se, de certa forma, ao modelo mecanicista que prevalece em situações e ambientes relativamente estáveis."

A abordagem contingencial enfatiza que não existe um único e exclusivo modelo para a organização da empresa, nem mesmo para que se atinja a eficiência e a eficácia, visto que tanto a estrutura quanto o funcionamento das empresas dependem da relação com o ambiente e a tecnologia.

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