Teorias Administrativas: APO, DO e Teoria dos Sistemas

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Administração por Objetivos (APO)

Expressão criada por Peter Drucker, a Administração por Objetivos (APO) é uma forma extremamente eficiente de gerir uma empresa. Ela promove um clima organizacional positivo, garantindo que os colaboradores estejam preparados e engajados em suas funções.

O fundamento principal desta gestão é a comunicação. O gestor interage com sua equipe, desenvolvendo parcerias em vez de atuar isoladamente. Isso permite que os trabalhadores exponham ideias livremente, conciliando seus interesses aos da organização para atingir metas comuns.

A parceria e o estabelecimento de metas devem ocorrer em todos os setores, evitando que departamentos funcionem como "feudos". Os objetivos devem ser dinâmicos, reciclados e modificados com base na avaliação de desempenho e nas necessidades do mercado.

Vantagens da APO

  • Eficiência nos processos;
  • Ambiente de trabalho mais agradável e produtivo;
  • Maior sentido de propósito para os trabalhadores;
  • Identificação e correção rápida de problemas;
  • Melhor coleta de informações.

Requisitos para o sucesso

  • Espírito de equipe e companheirismo;
  • Relacionamento próximo entre chefia e funcionários;
  • Reuniões periódicas para definição de metas;
  • Desenvolvimento pessoal e organizacional simultâneo;
  • Treinamento e capacitação contínuos;
  • Revisão do planejado versus realizado.

Teoria do Desenvolvimento Organizacional (DO)

O Desenvolvimento Organizacional (DO) foca nas mudanças dentro de uma organização. Esta teoria, aberta e participativa, prioriza as pessoas em detrimento de técnicas rígidas, visando a capacidade de adaptação necessária ao crescimento.

O DO é um desdobramento prático da Teoria Comportamental em direção à abordagem sistêmica, integrando o estudo da estrutura com o comportamento humano. Seus modelos consideram quatro variáveis: meio ambiente, organização, grupo social e indivíduo.

Cultura Organizacional

A cultura confere identidade à empresa, moldando crenças e comportamentos. Problemas importantes na gestão da cultura incluem:

  • Níveis: Crenças, pressupostos e visão externa.
  • Infiltração: Estruturas, sistemas e recompensas.
  • Implícito: Modificação de pensamentos e comportamentos.
  • Impresso: Peso das raízes históricas.
  • Político: Distribuição de poder.
  • Pluralidade: Existência de subculturas.
  • Interdependência: Conexão com sistemas e pessoas.

As Mudanças e a Organização

O DO está ligado à capacidade adaptativa. Uma organização é a coordenação de atividades para transações com o ambiente. Autores do DO contrastam Sistemas Mecânicos (tradicionais) com Sistemas Orgânicos (flexíveis).

Fases da Organização

  1. Pioneira: Fase inicial e inovadora.
  2. Expansão: Crescimento e aproveitamento de oportunidades.
  3. Regulamentação: Definição de normas e rotinas.
  4. Burocratização: Padronização rígida.
  5. Reflexibilização: Readaptação e busca por flexibilidade.

Teoria Geral dos Sistemas (TGS)

Proposta por Ludwig von Bertalanffy, a TGS analisa a natureza dos sistemas e a inter-relação entre suas partes. O sistema é visto como uma totalidade integrada (globalismo), onde elementos não devem ser estudados isoladamente.

Conceitos Fundamentais

  • Propósito: Todo sistema visa um objetivo.
  • Globalismo: Mudanças em uma unidade afetam todo o sistema.
  • Entropia e Homeostase: Processos de desgaste e autorregulação.

Parâmetros dos Sistemas

  • Entradas (Inputs): Recursos, dados e energia.
  • Processamento: Transformação dos elementos.
  • Saídas (Outputs): Produtos, serviços e resultados.
  • Feedback (Retroação): Informação que retorna para regular o sistema.
  • Ambiente: Meio externo que interage com o sistema.

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