Teorias do Crescimento e Desenvolvimento Econômico
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Teorias do Crescimento e do Desenvolvimento
A convicção no equilíbrio estático tolheu marginalistas e neoclássicos de contribuírem nesta reflexão; crises e desequilíbrios eram tidos como estágios temporários e situações transitórias. Institucionalistas, historiadores, marxistas e teóricos dos ciclos econômicos (como Mitchell) incumbiram-se dessa problemática.
Ragnar Nurkse e o Subdesenvolvimento
No pós-guerra, Nurkse aproximou-se da Escola Keynesiana, focando em problemas econômicos internacionais (capital, comércio e crises monetárias) e no desenvolvimento.
- Conceito de subdesenvolvimento: Problema de insuficiência de capital para alocar adequadamente recursos (mão de obra e recursos naturais) e baixo nível de acumulação.
- Ciclo vicioso da pobreza: Pobreza → baixos níveis de renda, poupança e investimento → baixa produtividade → baixo nível de renda.
- Rompimento do ciclo: Defesa do crescimento setorial equilibrado (indústria e agricultura) com política ativa do Estado.
Theodore W. Schultz: Capital Humano
Pesquisador dos problemas em países em desenvolvimento, Schultz destacou-se pela análise do capital humano. Defensor do crescimento setorial equilibrado, criticou estimativas que desconsideravam o capital humano ao analisar o estoque de capital em relação à renda.
Schumpeter: Ciclos e Inovações
Schumpeter buscou identificar as causas da mudança e do desenvolvimento econômico, diferenciando-se dos neoclássicos ao considerar elementos imateriais (técnicos, organizacionais e culturais).
- Fluxo Circular: Sistema fechado e estacionário onde não há lucro, apenas rendimento administrativo.
- Desenvolvimento: Ocorre via inovação (tecnológica ou organizacional), gerando lucro de monopólio.
- O Papel do Empreendedor: Utiliza crédito (moeda ativa) para inovar.
- Destruição Criadora: O ciclo de inovação gera um boom, seguido de recessão e retorno à rotina, caracterizando a dinâmica do capitalismo.