Teorias e Processos Grupais na Psicologia Social

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Definição de Grupo

O grupo é a condição necessária para conhecer as determinações sociais que agem sobre o indivíduo. A ação transformadora da sociedade só pode ocorrer quando os indivíduos se agrupam.

Teoria de Kurt Lewin

A abordagem de Lewin define o grupo como coeso, condicionado e a-histórico. Precisa de uma liderança e reproduz aquilo que deu certo anteriormente. Analisa em termos de espaço topológico e de sistema de forças. Busca captar a dinâmica que ocorre quando pessoas estabelecem uma interdependência com:

  • Sócio-grupo: em relação à tarefa proposta.
  • Psico-grupo: em relação aos próprios membros em termos de atração, afeição, etc.

Elementos centrais incluem a coesão, a necessidade de liderança e a pressão de grupo. Esta perspectiva permitiu apenas a reprodução, através da aprendizagem de grupos produtivos para o sistema social mais amplo.

Teoria de Horkheimer e Adorno

Os processos grupais são analisados através de microgrupos, cuja estrutura assume formas historicamente variáveis. Analisam os processos grupais na sua inserção social e institucional. O microgrupo funciona como a mediação necessária entre o indivíduo e a sociedade.

Estudos de Pequenos Grupos

Focam em valores que visam reproduzir o individualismo, a harmonia e a manutenção. A função do grupo é definir papéis, a identidade social dos indivíduos e garantir a sua produtividade social. O grupo coeso e estruturado é visto como um grupo ideal e acabado, como se os indivíduos e os processos de interação pudessem se tornar circulares.

O grupo é visto como a-histórico numa sociedade também a-histórica – a única perspectiva histórica se refere à história da aprendizagem de cada indivíduo com os outros que constituem o grupo.

René Loureau e a Análise Institucional

Propõe uma análise das instituições através das relações grupais que nelas ocorrem, caracterizando os grupos em termos de grupo-objeto. A seguridade se dá de forma a manter os indivíduos justapostos sob capa de coerência absoluta; é o que o autor denomina de grupo tipo bando ou seita.

Outro grupo-objeto é aquele onde os indivíduos se justapõem para a realização de um trabalho e onde a divisão de trabalho determina hierarquias de poder.

Análise da Transversalidade

Através dela, torna-se possível o conhecimento da segmentaridade do grupo e da sua autonomia, de seus limites. É a condição para um grupo se tornar um grupo-sujeito – aquele que percebe a mediação institucional, objetiva e conscientemente.

Georges Lapassade

Analisa grupos quanto à sua dinâmica e seu "nível de vida oculto", que seria o nível institucional, o qual irá determinar as características do grupo, processando-se entre a serialização e a totalização.

Jean-Paul Sartre

Para Sartre, a serialidade é a própria negação do grupo, onde, apesar de haver um objetivo comum, a relação entre os membros não passa de um somatório (uma série tipo primeiro, segundo, terceiro, etc.). Quando os membros se organizam, podemos falar em grupo, que define, controla e corrige a práxis comum.

O "Grupo-terror" é aquele no qual há a figura de poder que determina as obrigações e a manutenção do status quo. A este se oporia o "Grupo-vivo", que se caracteriza por relações de igualdade entre seus membros e pela autogestão.

Dialética e Pichon-Rivière

Grupo: "Conjunto restrito de pessoas ligadas entre si por constantes de tempo e espaço, articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe de forma explícita ou implícita uma tarefa a qual constitui sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de atribuição e assunção de papéis".

Pichon-Rivière desenvolve uma técnica operativa para instrumentar a ação grupal visando a resolução das dificuldades internas dos sujeitos. O grupo parte da análise de situações cotidianas para chegar à compreensão das pautas sociais internalizadas que organizam as formas concretas de interação (relações sociais e sujeitos inseridos nelas).

Grupo Operativo: "O grupo é uma realização significativa entre duas ou mais pessoas" que se processa através de ações encadeadas. Esta interação ocorre em função de necessidades materiais e/ou psicossociais e visa a produção de suas satisfações. A produção do grupo se realiza em função de metas que são distintas de metas individuais e que implicam, necessariamente, cooperação entre os membros.

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