Teorias das Relações Internacionais: Realismo e Liberalismo

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A Importância do Internacional - Halliday

O objeto de estudo das Relações Internacionais (RI) abrange três formas de interação: as relações entre Estados, as relações não estatais (transnacionais) e as operações do sistema como um todo. Historicamente, as RI foram tratadas como um apêndice de outras disciplinas, mas o termo "internacional" ganhou relevância nas últimas décadas.

A internacionalização é um produto do nacionalismo e da mudança intelectual, social e econômica. Não existe uma história puramente nacional de um Estado; a disciplina foca na interação entre o nacional e o internacional, o interno e o externo.

Aspectos das Relações Internacionais

  • Analítico: Papel do Estado, ordem, segurança, poder, conflito e cooperação.
  • Normativo: Legitimidade do uso da força, moralidade e intervenção.

Elementos Constitutivos

Segundo Halliday, os três elementos são: o interestatal, o transnacional e o sistêmico.

Correntes Teóricas das Relações Internacionais

Teoria Realista

O realismo surgiu após a Segunda Guerra Mundial, opondo-se ao idealismo. Seus fundamentos baseiam-se em Maquiavel e Hobbes, vendo a sociedade internacional como anárquica. Para os realistas, o Estado é o ator principal, não age por preceitos morais, mas por interesses racionais e equilíbrio de poder. A guerra é um recurso de poder calculado pelo custo-benefício.

Escola Inglesa

Originada no Comitê Britânico de Teoria de Política Internacional (1958), foca no sistema de Estados. Seus principais expoentes são Martin Wight e Hedley Bull.

Hedley Bull e a Visão Pluralista

Bull propôs uma teoria intermediária entre o Liberalismo e o Realismo. Ele diferencia:

  • Sistema Internacional: Estados com contato e impacto mútuo nas decisões.
  • Sociedade Internacional: Estados que compartilham valores, regras e instituições comuns.

A Sociedade Anárquica

Bull argumenta que, mesmo em um ambiente anárquico (sem governo mundial), é possível manter uma ordem social composta por Estados independentes.

Os 6 Princípios de Morgenthau

  1. Políticas são governadas por leis objetivas da natureza humana.
  2. Estados buscam o poder para o equilíbrio racional.
  3. A natureza do poder varia conforme o meio.
  4. A política é regida pela prudência, não pela ética.
  5. A moral é particular e varia conforme o interesse nacional.
  6. Autonomia da esfera política.

Liberalismo (Pluralismo)

Alicerçado em Immanuel Kant, o liberalismo possui uma visão positiva da natureza humana. Defende que a cooperação, o livre comércio e a expansão dos direitos universais podem levar à paz. Conceitos-chave incluem a interdependência e a paz democrática, onde a opinião pública e o bem-estar social limitam a propensão à guerra.

Perspectiva Marxista

Para o marxismo, os conflitos entre Estados originam-se na estrutura socioeconômica, onde a classe dominante explora a dominada, gerando políticas externas expansionistas e rivalidade entre Estados capitalistas.

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