Teorias Sociológicas: Consenso vs. Conflito Social
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Teoria do Consenso: Integração e Cooperação Social
Os defensores desta teoria analisam a realidade social através da estrutura de um sistema estável, onde os indivíduos estão interligados e formam um todo coeso, compartilhando valores comuns. Esta interpretação baseia-se nas seguintes teses:
- Tese da estabilidade: A sociedade é um sistema estável.
- Tese do equilíbrio: Cada sociedade é um sistema equilibrado de elementos.
- Tese do funcionalismo: Cada elemento da sociedade contribui para o seu funcionamento.
- Tese do consenso: A sociedade é mantida pelo consenso de seus membros, que compartilham valores comuns.
Esta teoria articula-se em torno do modelo funcionalista ou estrutural, onde a estabilidade depende do grau de integração dos membros. Sob esta ótica, o conflito é visto como um desvio patológico que ameaça a desintegração da ordem social.
Teoria do Conflito: Competição e Mudança Social
Esta teoria entende a sociedade como uma organização coercitiva baseada na dominação, funcionando como uma arena de relações de poder. Baseia-se nas seguintes teses:
- Tese da historicidade: A sociedade e seus membros estão sujeitos a alterações constantes.
- Tese da explosividade: Os elementos de uma sociedade são contraditórios.
- Tese da disfunção: Cada membro da sociedade contribui para a sua mudança.
- Tese da coerção: A sociedade mantém-se pelo poder e pela coerção exercida sobre os outros.
A teoria do conflito responde à abordagem dialética do materialismo histórico (Marx e Engels), onde o antagonismo de interesses é o motor da história e do progresso social. Os componentes do conflito social incluem:
- Componente econômico: Tensão entre empregador e empregado.
- Componente político: Controle exercido pelo poder político.
- Componente social: Luta por posições de prestígio na sociedade.
- Componente cultural: Controle e posse dos meios de comunicação cultural.
O conflito sócio-trabalhista é considerado o principal motor das sociedades capitalistas, gerando a luta de classes e a necessidade de um quadro jurídico regulamentar, como o Direito do Trabalho, para institucionalizar e mediar as disputas entre capital e trabalho.