Teoria da Vontade: Esta corrente doutrinária conceitua que, para que ocorra o dolo eventual, é necessário que o agente tenha consentido mentalmente com o resultado.
Teoria da Indiferença: Existirá o dolo eventual quando o agente considerar possível a realização do tipo e conformar-se com o resultado por indiferença.
Teoria da Probabilidade: Quando o agente considera altamente provável que o evento se realize e, assim mesmo, continua agindo, deve responder por dolo eventual.
Teoria da Representação: Só a representação do resultado deveria fazer com que o agente desista da ação; se continuar, responde por dolo eventual.
Teoria Hipotética do Consentimento de Frank: Seguindo essa linha de pensamento, o resultado possivelmente certo não teria impedido a conduta do agente.
Teoria Positiva do Consentimento de Frank: O agente "adota uma postura" de que, independente do que aconteça, o resultado seja produzido ou não, ele não deixará de atuar.
Teoria da Motivação de Max Ernst Mayer: Tendo como base os motivos do agente, para se analisar se o agente atuou com dolo eventual ou culpa consciente, deve-se questionar qual foi a posição tomada pelo mesmo diante do resultado provável, ou seja, se ele concordou ou não com o evento.
Teoria da Não-Colocação em Prática da Vontade de Evitar o Evento: De acordo com o finalista Armin Kaufmann, não há dolo eventual quando o agente dirigiu sua vontade para evitar a produção do resultado.
Teorias Objetivas:
Teoria da Probabilidade: Essa teoria segue a linha de pensamento de que “a probabilidade é mais que a mera possibilidade”. Segundo Hellmuth Mayer, se o agente esperava a produção do resultado, considerava realmente provável a produção do resultado, e mesmo assim continuou atuando até o resultado produzir-se, deve responder por dolo eventual. Considera-se também um quantum de fatores causais, que "produzem" um risco de realização de um resultado com a finalidade de estabelecer um dolo eventual.
Teoria do Risco de Frisch: Desenvolvida pelo Prof. Wolfgang Frisch, adota o posicionamento de que a caracterização do dolo eventual se dá pelo conhecimento do risco não permitido pelo agente. Dessa forma, o dolus eventualis seria mais um problema de tipo objetivo que de tipo subjetivo, atuando dolosamente quem realiza uma conduta mesmo tendo conhecimento do risco típico.
Teoria da Habituação ao Risco de Jakobs: O Prof. Günther Jakobs entende que as condutas realizadas diariamente são "mecanizadas", "programadas", apenas respostas automáticas a "estímulos" repetitivos que estão presentes no cotidiano das pessoas; tudo acontece de forma automática, inclusive o risco criado. Dessa forma, para caracterizar o dolo eventual, o risco criado ao bem jurídico deverá ultrapassar o que se considera habitual.
Teoria do Perigo Não Coberto de Herzberg: Segue a linha de pensamento em relação à ligação do dolo eventual com a imputação objetiva. Adota o termo “perigo coberto ou assegurado” para a imputação do dolo eventual, ou seja, "perigo não coberto e não assegurado” pela ordem jurídica seria um perigo acima do tolerável, como por exemplo a roleta russa, onde há indiscutivelmente um alto risco criado em relação à vítima.