Terapia Periodontal Não Cirúrgica: Guia Completo
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Terapia Não Cirúrgica
Objetivo: Eliminar tanto as bactérias que habitam o biofilme quanto o biofilme calcificado da superfície do dente e dos tecidos adjacentes. Criar um ambiente no qual o hospedeiro possa prevenir mais efetivamente a recolonização microbiana patogênica utilizando métodos de higiene oral individuais. Inclui instrumentação manual, raspagem sônica, ultrassônica e terapia ablativa a laser.
Detecção e remoção de cálculo dental
O cálculo produz uma superfície ideal para a colonização microbiana. Foi observado que a aderência epitelial sobre o cálculo subgengival pode ocorrer após a desinfecção com clorexidina. Desse modo, a remoção do cálculo visa eliminar as irregularidades das superfícies que abrigam bactérias patogênicas.
Os fatores que podem influenciar na completa remoção do cálculo incluem a extensão da doença, fatores anatômicos, a habilidade do operador e os instrumentos utilizados.
Estudos demonstraram que mesmo o cálculo não detectável clinicamente pode estar presente em nível microscópico. Contudo, do ponto de vista prático, se o cálculo é detectável clinicamente, o sítio apresenta maior probabilidade de progressão da inflamação.
Métodos de debridamento radicular
Consiste na remoção de placa e/ou cálculo da superfície radicular sem a remoção intencional de estrutura dentária.
Aplainamento radicular (Alisamento radicular): Técnica de instrumentação em que o cemento amolecido é removido, deixando a superfície radicular dura e lisa.
Protocolo convencional
- Educação e motivação: Tratamento não cirúrgico, raspagem e alisamento radicular (RAR) por arcada ou sextante, com intervalos de 1 a 2 semanas por sessão.
- Reavaliação: Reinstrumentação, terapia cirúrgica ou manutenção periodontal.
Instrumentação manual
Oferece boa sensação tátil enquanto minimiza o risco de contaminação por aerossol. Pode levar à remoção excessiva de substância dental se a técnica for incorreta.
- Curetas: Usadas para raspagens e debridamento radicular.
- Limas: Indicadas para bolsas estreitas e profundas.
- Foices: RAR supragengival e/ou bolsas rasas.
- Cinzeis: Faces proximais e região anterior.
- Enxadas: RAR supragengival.
Curetas Gracey:
- Mini-five: bolsas estreitas.
- Micro-five: bolsas estreitas.
- 5-6: anteriores.
- 7-8: vestibular/lingual dos posteriores.
- 11-12: mesial dos posteriores.
- 13-14: distal dos posteriores.
Instrumentação sônica e ultrassônica
- Raspadores sônicos: Criam vibrações mecânicas na ponta do instrumento (frequência: 2000-6000 Hz).
- Raspadores ultrassônicos: Convertem corrente elétrica em energia mecânica de alta frequência (frequência: 18000-45000 Hz).
- Piezoelétricos: Corrente elétrica alternada causa alteração dimensional na peça de mão, transmitida para a ponta ativa (vibração linear). Secciona apenas tecido duro.
- Magnetoestritivos: Corrente elétrica produz campo magnético na peça de mão, causando expansão e contração do inserto (vibração elíptica).
Instrumentos de movimento alternado consomem menos tempo que a instrumentação manual e resultam em menores perdas de superfície radicular.