O Texto Expositivo: Estrutura, Tipos e Linguagem
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EXPOSIÇÃO: Um tipo de discurso pelo qual o emitente procura explicar um assunto de forma clara e ordenada. Por exemplo, um livro de história.
Aspectos pragmáticos: A função comunicativa predominante é a referencial, já que a informação é o ponto mais importante. Como a característica principal é a objetividade, a intenção do remetente é didática, por o que deve ser claro e preciso (usar ideias e fontes de informação de referência confiáveis).
Dependendo do tipo de receptor, distinguem-se dois tipos de textos:
- a) Divulgação: tema de interesse geral para um grande público não especializado no tema. Evitando tecnicismos desnecessários, possui uma organização clara, etc.
- b) Especializados: são destinados a pessoas especialistas em um assunto. Dispensa resumos e exige mais precisão.
As questões fundamentais: A característica estrutural é a gestão clara e consistente de conteúdos básicos. Destaques:
- Introdução: o autor apresenta e define o assunto e apresenta a informação. Por exemplo, as definições.
- Desenvolvimento: as ideias são apresentadas, assim como os dados. É a parte mais extensa.
- Conclusão: costuma conter (nem sempre) o resumo dos pontos mais importantes.
Deve também ser levado em conta como as ideias se relacionam. Existem duas formas básicas:
- a) Dedutiva (estrutura analítica): consiste em extrair ideias específicas a partir de conceitos gerais. O autor começa por afirmar o tema e, em seguida, desenvolve uma exposição para analisar a ideia inicial.
- b) Indutiva (estrutura sintetizante): consiste em ir do particular para o geral. O autor apresenta uma informação específica e então conclui.
Além desses esquemas, deve-se levar em conta certos procedimentos expositivos usados para organizar logicamente as informações no texto. Alguns dos mais comuns são:
- Sequências de ideias lógicas (por exemplo: causa-efeito, solução de problemas).
- Definições de conceitos com alguma dificuldade.
- Descrições e listas de propriedades técnicas, peças e qualidades.
- Exemplificação e comparação.
- Argumentações.
Finalmente, há, às vezes, ideias abstratas a fim de facilitar a compreensão de aspectos linguísticos.
Nível léxico-semântico: vocabulário usado com sentido denotativo (com exceção de algumas vezes na exposição literária, que também pode ser conotativo). Normalmente ocorre o uso de jargões, a falta de verbos de ação (indicando estado predominante ou processo mental), a ocorrência de adjetivos específicos (descritivos e avaliativos) e o uso de substantivos de caráter expositivo.
Nível de sintaxe: o texto é caracterizado pela presença de marcadores discursivos. É necessário que o autor seja claro, conciso e que discuta e organize devidamente as informações que devem constar em todos os momentos.
Sintaxe da frase: Como a função comunicativa é predominantemente referencial, utilizam-se sentenças declarativas (que às vezes parecem hesitantes). Característico é o uso da terceira pessoa, tendendo a eliminar a presença do orador no texto com frases impessoais e passivas reflexas; a utilização de 1ª e 2ª pessoa indica um emissor muito mais subjetivo. Em situações comunicativas formais (de natureza acadêmica), usa-se o plural de modéstia (por exemplo: "temos observado") e, às vezes, o plural social (por exemplo: "como sabemos"). No tipo de predicado, é frequente o uso de frases atributivas e estruturas nominais. Aparecem também coordenação, justaposição e subordinação, além de abundantes adjetivos e advérbios.
Níveis morfológico e fonético: são aqueles do uso correto da linguagem formal. Na morfologia verbal geral, destaca-se o uso do presente do indicativo e do pretérito imperfeito do indicativo.