Toxoplasma gondii: Biologia e Ciclo da Toxoplasmose

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Toxoplasma gondii

O Toxoplasma gondii é o único agente etiológico da Toxoplasmose.

IMPORTÂNCIA: Altamente prevalente no mundo (15 a 60% de acordo com a população). Pode provocar doença congênita grave, sendo uma importante causa de doença oportunista em pacientes infectados pelo HIV e uma causa comum de uveíte, podendo levar à perda da visão.

Característica: Parasita intracelular obrigatório (OPORTUNISTA).

Classificação: Esporozoário pertencente ao filo Apicomplexa – classe Sporozoa.

Hospedeiros: É uma zoonose de felinos, porém infecta inúmeros vertebrados, inclusive o Homem.

Morfologia:

  • Formas infectantes: taquizoítos, bradizoítos e esporozoítos (possuem complexo apical).
  • Forma de resistência: oocisto.
  • Formas do ciclo sexuado: gametócitos, gametas, zigoto (no felino).

A reprodução dá-se por endodiogenia (1 célula gera duas) e endopoligenia (1 célula gera várias). Este processo ocorre para MEROGONIA, GAMETOGONIA E ESPOROGONIA. É característico dos protozoários pertencentes ao filo Apicomplexa.

O Toxoplasma gondii é um protozoário do filo Apicomplexa, de ciclo de vida facultativamente heterogêneo, tendo os felídeos como hospedeiros definitivos, enquanto outras espécies de mamíferos e as aves funcionam como hospedeiros intermediários. É um parasita com importante potencial patogênico em medicina fetal.

O Toxoplasma gondii (toxon = arco, plasma = forma, do grego) é um protozoário microscópico que parasita aves e mamíferos, tendo como seu hospedeiro definitivo os felídeos. É o agente causador da toxoplasmose, uma protozoonose de distribuição mundial. É uma doença infecciosa, congênita ou adquirida. É a única espécie descrita. Aproximadamente 200 espécies de mamíferos e aves se infectam por este parasita. Possui três formas infectantes: oocistos, bradizoítos e taquizoítos.

O ciclo de vida do parasita é heteróxeno facultativo (hetero = outros, xenos = estrangeiros) e eurixeno (eurys = largo). Possui reprodução assexuada nos hospedeiros definitivos e intermediários, e sexuada apenas nos felinos, incluindo o gato doméstico.

Os hospedeiros intermediários se infectam através da ingestão de oocistos esporulados nos alimentos contaminados. Esses oocistos, uma vez no organismo, invadem o epitélio intestinal, entre outras células, desde que sejam mononucleares. Multiplicam-se por reprodução assexuada, formando taquizoítos. Os taquizoítos livres, quando na fase inicial, podem ser transmitidos de forma vertical para os fetos. Os taquizoítos se aderem ao epitélio, não sendo assim arrastados pelas fezes, mas alguns se transformam em cistos, que são formas resistentes, mas inativas; estes são eliminados nas fezes.

Já nos hospedeiros definitivos, além da forma assexuada, o T. gondii também pode assumir a forma sexuada. Essa fase ocorre no intestino dos felinos. Os felinos se contaminam através da ingestão de animais contaminados por taquizoítos ou bradizoítos. Menos de 50% dos felinos que ingerem taquizoítos eliminam oocistos, e 100% quando ingerem bradizoítos eliminam oocistos nas fezes.

Na fase assexuada, o parasita passa por um processo chamado esquizogonia, onde o núcleo do parasita se divide várias vezes formando o esquizonte. Este passa por um outro processo chamado gametogonia, onde esses esquizontes se dividirão em gametas, gerando zigotos (oocistos).

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